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Politico

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 Nota: Para outros usos, veja Político (desambiguação).
Politico
AtividadeNotícias
Fundação23 de janeiro de 2007 (19 anos), como The Politico
SedeCondado de Arlington, Virgínia, Estados Unidos
Proprietário(s)Axel Springer SE
Pessoas-chaveGoli Sheikholeslami (diretora executiva)[1]
Dari Gessner (diretora de operações)[1]
John Harris (editor-chefe)[2][1]
Empregados1.100 em janeiro de 2024, dos quais mais de 700 na América do Norte e 375 na Europa[3]
ProdutosPolitico (jornal)
Politico.com (site)
Politico Europe (jornal)
Politico.eu (site)
POLITICOPro.com (serviço por assinatura)
POLITICOPro.EU (serviço por assinatura)
Websitepolitico.com

Politico (estilizado como POLITICO, em letras maiúsculas), originalmente conhecido como The Politico, é uma empresa norte-americana de jornal digital dedicada ao jornalismo político, fundada em 2007 pelo banqueiro e executivo de mídia Robert Allbritton.[4] Cobre política e políticas públicas nos Estados Unidos e em outros países, com publicações dedicadas à política norte-americana, da União Europeia, do Reino Unido e do Canadá, entre outros lugares. Seu conteúdo é distribuído principalmente pela internet, com notícias, análises e opiniões, mas a empresa também produz jornais impressos, programas de rádio e podcasts. A cobertura concentra-se em temas como o governo federal, lobby e mídia.[5]

Em 2021, a Politico foi adquirida pela Axel Springer SE, empresa alemã de mídia e publicação de notícias, por mais de US$ 1 bilhão.[6] O diretor executivo da Axel Springer, Mathias Döpfner, disse que os funcionários da Politico teriam de seguir os princípios da empresa, que incluem apoio a Israel, a uma Europa unida e a uma economia de mercado.[7] Em 2025, um grupo de funcionários da Politico venceu uma arbitragem pioneira sobre o uso de ferramentas de inteligência artificial pela empresa e o lançamento de dois produtos baseados nessa tecnologia.[8][9]

História

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Origens, estilo e crescimento

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A Politico foi fundada em 2007 com o objetivo de se concentrar em política por meio de uma cobertura rápida pela internet, com grande nível de detalhe, comparável à análise esportiva do SportsCenter[10] ou da ESPN.[11] John F. Harris e Jim VandeHei deixaram o The Washington Post para se tornarem, respectivamente, editor-chefe e editor executivo da Politico. Com o apoio financeiro de Robert L. Allbritton, os dois lançaram o site em 23 de janeiro de 2007.[12][4] A primeira contratação foi Mike Allen, redator da revista Time,[13] e Frederick J. Ryan Jr. foi o primeiro presidente e diretor executivo.[14] Martin Tolchin também integrou a equipe editorial fundadora.[15][16]

Desde o início, os jornalistas da Politico que cobriam campanhas políticas levavam uma câmera de vídeo a cada pauta,[17] e eram incentivados a divulgar seu trabalho em outros meios.[18] Em 2008, a Politico recebia mais de três milhões de visitas únicas por mês.[19]

Em setembro de 2008, o The New York Times informou que a Politico ampliaria suas operações depois da eleição presidencial de 2008 e que, "depois do dia da eleição, [a Politico] acrescentará repórteres, editores, engenheiros da web e outros funcionários, ampliará a circulação de sua edição impressa em Washington e publicará com maior frequência".[20] Entre as eleições de 2008 e as de 2012, o quadro de funcionários da Politico mais que triplicou.[21] Entre as contratações estavam os comentaristas políticos Michael Kinsley e Joe Scarborough, que passaram a escrever artigos de opinião.[22]

Em 2009, as páginas na internet encurtaram o nome de The Politico para simplesmente Politico. Em 2011, a publicação passou a dar mais atenção ao jornalismo de formato longo e à análise de notícias.[12][23] Essa mudança ganhou novo impulso em junho de 2013, quando Susan Glasser foi contratada para supervisionar "opiniões de vozes externas de destaque" e "narrativas de formato longo".[24] Em setembro de 2014, Glasser foi escolhida como nova editora da Politico, depois da renúncia de Richard Berke no mês anterior.[25] VandeHei havia sido nomeado diretor executivo da Politico em outubro de 2013.[26] Sob sua direção, a empresa manteve o crescimento. Somente em 2014, a receita aumentou 25%.[27] Em 2016, a Politico tinha quase 500 funcionários no mundo.[28]

Em meio a relatos de tensões internas, VandeHei e Allen anunciaram que deixariam a Politico depois da eleição presidencial de 2016, mas saíram bem antes disso.[12][29] Allbritton, que então era presidente executivo e proprietário, tornou-se diretor executivo interino no lugar de VandeHei.[29] Alguns meses depois da saída dos dois, a revista Washingtonian publicou que a relação entre VandeHei e Allbritton havia se deteriorado em meio a acontecimentos que incluíram a pressão de VandeHei para que Allbritton vendesse a empresa e a perda de confiança de Allbritton na capacidade de VandeHei como diretor executivo.[30]

O banqueiro de investimentos Patrick Steel foi diretor executivo entre 2017 e 2021.[31][32] Ele deixou a empresa no início de 2021, depois de quatro anos.[33] Goli Sheikholeslami, que dirigia a rádio pública WNYC, foi anunciada como diretora executiva pela nova proprietária Axel Springer em janeiro de 2022, com a missão de comandar as operações da Politico e da Politico Europe.[34] Dafna Linzer, que havia trabalhado na MSNBC e na NBC News, foi nomeada nova editora executiva em março de 2022.[35] Ela deixou o cargo em 2023, depois de um ano.[36]

Expansão global

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Em setembro de 2014, a Politico formou um empreendimento conjunto com a editora alemã Axel Springer SE para lançar sua edição europeia, com sede em Bruxelas.[37] Em dezembro de 2014, o empreendimento anunciou a aquisição da Development Institute International, fornecedora francesa de conteúdo para eventos, e do European Voice, um jornal político europeu que seria relançado sob a marca Politico. A Politico Europe estreou em versão impressa em 23 de abril de 2015.[38]

O Politico.eu, operação europeia da publicação sediada em Bruxelas, foi lançado formalmente em 2015. No início de 2016, tinha cerca de 50 funcionários na redação e duas dezenas na área comercial. Uma pesquisa externa publicada naquele período colocou o Politico.eu como a organização de notícias mais lida entre 249 "influenciadores" de Bruxelas que participaram do levantamento, embora o mesmo grupo tenha atribuído maior influência ao Financial Times, à BBC News e ao The Economist.[39]

Stephen Brown, nomeado editor-chefe da Politico Europe em setembro de 2019, morreu repentinamente de ataque cardíaco em 18 de março de 2021.[40][41] Jamil Anderlini, anteriormente editor para a Ásia do Financial Times, foi nomeado editor-chefe da Politico Europe em julho de 2021.[42] No fim de 2024, foi anunciado que Anderlini passaria a diretor regional da operação europeia da Politico.[43] Kate Day foi nomeada editora executiva sênior da operação europeia no fim de 2024.[44]

Em dezembro de 2020, a Politico adquiriu a E&E News, publicação voltada a energia e meio ambiente e dirigida a órgãos governamentais, centros de pesquisa e empresas. Os termos da aquisição não foram divulgados.[45][46]

Foco em investigações

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Sob Glasser e sua sucessora Carrie Budoff Brown, a Politico ampliou a atenção dada a investigações sobre autoridades de Washington. Uma sequência de reportagens de Sherman e Palmer em 2015 "ajudou a expor o escândalo que forçou a renúncia" do deputado Aaron Schock, de Illinois, na avaliação do The New York Times.[47] Em 2017, a repórter Marianne Levine publicou a informação de que a ex-esposa de Andy Puzder o havia acusado de violência conjugal. O Poynter Institute atribuiu à reportagem uma parte da queda da indicação de Puzder para secretário do Trabalho de Trump.[48] Puzder retirou sua indicação após a reportagem.

Em setembro de 2017, os repórteres Rachana Pradhan e Dan Diamond publicaram uma investigação sobre o uso de jatos fretados pagos pelos contribuintes pelo secretário de Saúde do presidente Donald Trump, Tom Price. O The Washington Post qualificou a reportagem como uma "bomba".[49] Price renunciou depois das reportagens. Andrew Beaujon, da Washingtonian, escreveu que as reportagens "indispensáveis" publicadas sob Budoff Brown em 2017 ajudaram a Politico a "recuperar seu ritmo".[50] Em fevereiro de 2022, o repórter Alex Thompson publicou a informação de que Eric Lander, assessor científico do presidente Joe Biden, vinha "humilhando" colegas no escritório. A Endpoints News chamou a matéria de uma "bomba".[51] Lander renunciou depois da reportagem.

Aquisição pela Axel Springer

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Em outubro de 2021, a grande editora e empresa de mídia alemã Axel Springer SE anunciou a conclusão da aquisição da Politico por mais de US$ 1 bilhão. A operação foi concluída no fim daquele mês.[52][53][54] Os novos proprietários disseram que aumentariam o quadro de funcionários e, em algum momento, colocariam o conteúdo jornalístico da publicação atrás de um paywall.[55][56] O diretor executivo da Axel Springer, Mathias Döpfner, disse que os funcionários da Politico precisariam seguir os princípios da empresa,[57] entre eles o apoio a uma Europa unida e ao direito de Israel de existir, a defesa da aliança entre Estados Unidos e Europa e da economia de mercado. Döpfner acrescentou que funcionários que discordassem desses princípios "claramente não deveriam trabalhar para a Axel Springer".[58] A Axel Springer afirmou que não exigiria que os funcionários da Politico assinassem documentos de apoio a uma aliança transatlântica ou a Israel, embora uma política desse tipo seja aplicada no jornal alemão Bild, outra subsidiária da empresa.[59]

Em setembro de 2022, a Politico publicou, em colaboração com o jornal alemão Die Welt, também pertencente à Axel Springer, uma investigação crítica à liderança de organizações não governamentais envolvidas na resposta mundial à pandemia de COVID-19.[60] Em maio de 2025, o empresário argentino e integrante do conselho da Axel Springer Martín Varsavsky renunciou depois de acusar a Politico de viés de esquerda.[61][62] Varsavsky citou a cobertura da Politico sobre Israel durante a guerra em Gaza.[63]

Vazamento da Suprema Corte

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Em 2 de maio de 2022, a Politico obteve e publicou um documento preliminar de 98 páginas que mostrava que a Suprema Corte se preparava para derrubar a decisão Roe v. Wade, que havia legalizado o aborto em todo o país, e Planned Parenthood v. Casey, ao decidir o caso Dobbs v. Jackson Women's Health Organization.[64] O juiz-chefe John Roberts determinou que o marechal da corte investigasse a origem do vazamento.[65] A reportagem tornou-se a mais acessada da história da publicação, com 11 milhões de visualizações até 6 de maio. A primeira publicação da Politico sobre a matéria no Twitter recebeu mais de três vezes o número de impressões que a conta costumava registrar durante um mês inteiro.[66]

Perda do espaço de trabalho no Pentágono

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Em 31 de janeiro de 2025, um memorando do Departamento de Defesa anunciou que a Politico teria de deixar seu espaço de trabalho de longa data no corredor dos correspondentes do Pentágono. A mudança fazia parte de um novo programa anual de rodízio para o corpo de imprensa do Pentágono.[67]

Uso de inteligência artificial

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Em 2024, a Politico publicou resumos jornalísticos gerados por inteligência artificial generativa sobre acontecimentos políticos norte-americanos, entre eles a Convenção Nacional Democrata e os debates presidenciais daquele ano. A revista Wired publicou que a ferramenta de IA da Politico havia inventado citações, escrito nomes incorretamente e usado linguagem contrária aos padrões editoriais da publicação, incluindo a expressão "migrantes criminosos".[68][69] Os erros foram retirados mais tarde sem que um editor publicasse uma correção.[69]

Em setembro de 2024, a Politico anunciou uma parceria com a startup Capital AI, apoiada pela Y Combinator, para produzir uma ferramenta de IA capaz de resumir seu jornalismo para assinantes do Politico Pro.[70] Em março de 2025, a Politico apresentou o Policy Intelligence Assistant, um conjunto de ferramentas de IA destinado a assinantes pagantes. A executiva Rachel Loeffler apresentou a iniciativa como uma forma de "integrar de maneira contínua a IA generativa à nossa experiência incomparável em políticas públicas".[71] As ferramentas receberam críticas de um sindicato que representa jornalistas da Politico e da E&E News, que afirmou que seu lançamento contrariava o contrato coletivo. O documento determina que a direção da Politico avise os jornalistas com 60 dias de antecedência antes de introduzir produtos de IA que afetem suas funções "material e substancialmente". Em julho de 2025, o sindicato levou a direção da empresa a uma arbitragem.[72]

Publicações

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Politico Playbook

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Em 25 de junho de 2007,[73] Mike Allen lançou o Politico Playbook, um boletim diário enviado por e-mail no começo da manhã.[74][75] Em poucos anos, o boletim conquistou um grande número de leitores entre integrantes da comunidade política de Washington, D.C.[13] Em 2016, mais de 100.000 pessoas, entre "gente de dentro, gente de fora, lobistas e jornalistas, governadores, senadores, presidentes e aspirantes a presidente", liam o Playbook diariamente.[76] Comentaristas atribuíram a Allen e ao Playbook forte efeito sobre o conteúdo e o tom do restante do ciclo nacional de notícias políticas.[13][76][77]

Daniel Lippman entrou na Politico em junho de 2014, em grande parte para ajudar Allen com o Playbook.[78] Quando Allen saiu em julho de 2016 para criar o Axios, Anna Palmer e Jake Sherman se juntaram a Lippman e assumiram a redação do Playbook.[79] Em março de 2017, a Politico anunciou uma segunda edição do boletim, distribuída no meio do dia e intitulada "Playbook Power Briefing", escrita pela mesma equipe da edição matinal.[80]

Em 2017, o patrocínio semanal do Playbook custava entre US$ 50.000 e US$ 60.000.[81][82] Depois que Palmer e Sherman saíram para fundar o Punchbowl News, a Politico anunciou em 2021 uma nova equipe de autores do Playbook, formada por Rachael Bade, Ryan Lizza, Tara Palmeri e Eugene Daniels.[83] Mike DeBonis, anteriormente do The Washington Post, foi contratado como editor do Politico Playbook em 2022.[84] Em abril de 2022, Palmeri deixou a Politico depois de ser retirada do Playbook.[85]

Politico Pro

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Politico Pro, serviço pago de notícias por assinatura, foi lançado em 2010.[86] O Politico Pro cobre cerca de uma dúzia de áreas temáticas.[86][87] O custo da assinatura é definido pelas licenças e pelas áreas temáticas contratadas, podendo variar de valores altos na casa dos milhares até valores altos na casa das centenas de milhares de dólares, dependendo da abrangência.[75][86] Em 2015, o Politico Pro tinha uma taxa de renovação de assinaturas de 93% e respondia por cerca de metade da receita total da Politico.[12][75] No ano fiscal de 2024, o governo federal dos Estados Unidos pagou cerca de US$ 8 milhões por assinaturas do Politico Pro e de outros serviços da Politico.[88][89]

Politico Magazine

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Em novembro de 2013, a Politico lançou a Politico Magazine (ISSN 2381-1595), publicada na internet e, em versão impressa, a cada dois meses.[90][91] Enquanto a Politico se concentra em "furos sobre política e políticas públicas" e notícias de última hora, a Politico Magazine se dedica a "reportagens de alto impacto no estilo de revista", como textos jornalísticos de formato longo.[90][92] A primeira editora da Politico Magazine foi Susan Glasser, que chegou à publicação vinda da revista Foreign Policy.[92]

Depois que Glasser foi promovida a editora da Politico, Garrett Graff foi nomeado editor da revista.[93] Blake Hounshell ocupou o cargo de 2016 a 2018, seguido por Stephen Heuser, de 2019 a 2022. Em setembro de 2022, Elizabeth Ralph foi nomeada editora da POLITICO Magazine, que então já era exclusivamente digital.[94]

Em fevereiro de 2020, Robert Allbritton, então proprietário da Politico, lançou o Protocol, site de notícias sobre tecnologia voltado às "pessoas, poder e política da tecnologia".[95] O site pretendia fornecer a "tomadores de decisão em tecnologia, negócios e políticas públicas" notícias internacionais relevantes sobre tecnologia.[96] Funcionava como uma empresa separada da Politico, com administrações comercial e editorial próprias. O site foi encerrado no fim de 2022 depois de não conseguir alcançar suas metas de receita.[97]

Edições estaduais

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Em setembro de 2013, a Politico adquiriu o site de notícias Capital New York, que também mantinha departamentos separados de cobertura da Flórida e de Nova Jérsia.[98] Em abril de 2015, a Politico anunciou a intenção de renomear suas coberturas estaduais com a marca Politico, como Politico Florida, Politico New Jersey e Politico New York, ampliando a cobertura da política estadual.[99] Em setembro de 2018, a empresa anunciou o lançamento do Politico California Pro.[100]

E&E News é uma publicação pertencente à Politico que cobre energia e política ambiental, além de notícias sobre clima e políticas relacionadas a recursos naturais. A E&E News reúne cinco publicações: Climatewire, E&E Daily, Energywire, Greenwire e E&E News PM. Foi adquirida pela Politico em 2020.[45] Desde a aquisição, a Politico integrou a E&E News à plataforma Politico Pro. Parte do conteúdo das publicações da E&E News pode ser acessada pelos sites da E&E News ou do Politico Pro.[101]

Em junho de 2024, alguns dos principais repórteres da Politico deixaram a empresa.[102]

Em fevereiro de 2025, o editor-chefe John Harris anunciou novas mudanças na liderança da redação,[44] com as seguintes nomeações:

  • Joseph Schatz, editor-chefe adjunto
  • Alex Burns, editor executivo sênior para os Estados Unidos
  • Kate Day, editora executiva sênior para a Europa

Em 29 de março de 2026, a Politico anunciou a nomeação de Jonathan Greenberger, vice-presidente executivo da empresa desde 2024, como seu próximo editor global. Ele substituiria John Harris a partir de 1 de maio.[103]

Controvérsias

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Em janeiro de 2022, o Politico Playbook informou incorretamente que a juíza da Suprema Corte dos Estados Unidos Sonia Sotomayor havia sido vista jantando com dirigentes do Partido Democrata, depois de Sotomayor ter alegado anteriormente que não poderia comparecer presencialmente às sustentações orais na corte. Descobriu-se depois que a Politico havia confundido Sotomayor com Iris Weinshall, esposa de Chuck Schumer. Sotomayor não estava no jantar, e a publicação não havia verificado a informação.[104][105][106]

Cobertura de Donald Trump

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Durante a eleição presidencial de 2016, a Cambridge Analytica, empresa britânica de consultoria política, direcionou publicidade nativa e conteúdo patrocinado ou de marca na Politico a eleitores favoráveis a Trump e contrários a Hillary Clinton.[107][108]

Em 14 de janeiro de 2021, o comentarista conservador Ben Shapiro participou como autor convidado do boletim Playbook, onde defendeu os integrantes do Partido Republicano na Câmara dos Representantes que se opuseram ao segundo impeachment de Donald Trump.[109] O boletim provocou reação negativa entre funcionários da Politico. Matthew Kaminski, editor-chefe da publicação, recusou-se a pedir desculpas e defendeu a decisão de publicar o artigo. Ele disse: "Não vamos voltar atrás por ter publicado algo porque algumas pessoas acham que foi um erro fazê-lo." Acrescentou que o jornal "mantém cada palavra" do artigo.[110] Mais de cem funcionários da Politico assinaram uma carta ao então proprietário Robert Allbritton criticando a decisão de publicar o texto de Shapiro e a resposta de Kaminski.[111]

Em 2024, a Politico recebeu materiais confidenciais vazados da campanha presidencial de Donald Trump. A publicação confirmou que os documentos eram autênticos, mas se recusou a divulgar seu conteúdo. A Associated Press escreveu que a decisão de não publicar o material contrastava de forma acentuada com a extensa cobertura feita pela Politico em 2016 dos e-mails vazados de John Podesta, então chefe da campanha presidencial de Hillary Clinton.[112]

Publicidade de combustíveis fósseis

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Uma investigação do The Intercept, da The Nation e da DeSmog concluiu que a Politico está entre os veículos de mídia que publicam publicidade da indústria de combustíveis fósseis sem distinguir adequadamente o jornalismo independente da publicidade nativa.[113] Jornalistas que cobrem mudança do clima para a Politico manifestaram preocupação de que conflitos de interesse envolvendo empresas e indústrias que causam mudanças climáticas, dificultam medidas de enfrentamento e praticam greenwashing por meio de conteúdo patrocinado possam reduzir a credibilidade das reportagens climáticas e levar leitores a informações incorretas.[113]

Distribuição e conteúdo

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Caixa de distribuição da edição impressa da Politico na K Street, em Washington, D.C.

Em 2017, a Politico afirmava receber, em média, 26 milhões de visitantes únicos por mês em seu site norte-americano e mais de 1,5 milhão em seu site europeu.[114] Depois da aquisição pela Axel Springer SE, o Haaretz e a Fairness & Accuracy in Reporting publicaram que a Politico aplicaria aos funcionários uma política que exigia o reconhecimento do direito de Israel de existir.[59][115]

O jornal impresso tinha uma circulação de aproximadamente 32.000 exemplares em 2009 e era distribuído gratuitamente em Washington, D.C. e Manhattan.[116] O jornal publica até cinco edições por semana quando o Congresso está em sessão e, às vezes, uma edição semanal durante os recessos.[117] A publicação contém publicidade, incluindo anúncios de página inteira de associações empresariais, e uma seção de vagas de emprego em política e políticas públicas na região de Washington, D.C.[118][119][120]

Influência

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Comentaristas atribuíram à filosofia editorial adotada pela Politico desde sua criação, baseada na prioridade dada a furos e à publicação de um grande volume de matérias, mudanças em veículos mais antigos, entre elas o aumento do ritmo de publicação e alterações de tom.[121][122] Outros veículos, entre eles o Axios e o Punchbowl News, foram criados por ex-funcionários da Politico.[123]

Prêmios e reconhecimento

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A Politico recebeu um Prêmio Pulitzer em 2012 pelos cartuns editoriais de Matt Wuerker.[124] A publicação também recebeu quatro George Polk Awards. O primeiro, em 2014, foi concedido pela investigação de Rania Abouzeid sobre a ascensão do Estado Islâmico. O segundo, em 2019, foi dado pela investigação de Helena Bottemiller Evich sobre esforços do governo Trump para ocultar seus planos relativos à mudança do clima. O terceiro, em 2020, foi concedido à investigação de Dan Diamond sobre interferência política na resposta do governo federal norte-americano à pandemia de COVID-19 nos Estados Unidos. O quarto, em 2022, foi concedido a Josh Gerstein, Alex Ward, Peter Canellos e à equipe da Politico pela divulgação do rascunho da decisão da Suprema Corte que derrubaria Roe v. Wade.[125]

Ver também

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Referências

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Ligações externas

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