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Abrolhos

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Arquipélago dos Abrolhos

Imagem aérea do arquipélago
Arquipélago dos Abrolhos está localizado em: Brasil
Arquipélago dos Abrolhos
Coordenadas: 17° 58' 16.39" S 38° 42' 1.01" O
Geografia
País Brasil
(administração Bahia Bahia)
LocalizaçãoOceano Atlântico

Abrolhos é um arquipélago costeiro localizado no Oceano Atlântico, a cerca de 65 quilômetros do litoral sul do estado brasileiro da Bahia. É constituído por cinco ilhas, estando a trinta e seis milhas náuticas da costa de Caravelas. As cinco ilhas do arquipélago são: Ilha de Santa Bárbara (sob controle da Marinha do Brasil, onde está o farol e também a única habitada), Ilha Siriba, Ilha Redonda, Ilha Sueste e Ilha Guarita. Três delas são áreas intangíveis (Redonda, Guarita e Sueste), ou seja, o desembarque nestas ilhas é proibido. Somente as Ilhas Siriba e Santa Bárbara são abertas à visitação e de forma totalmente programada, monitorada e supervisionada pelo ICMBio e pela Marinha do Brasil respectivamente.[1]

As ilhas estão dispersas numa área total de 913 quilômetros quadrados, área que pertence ao Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, controlado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) com apoio da Marinha do Brasil. O arquipélago foi a primeira área do Brasil que recebeu o título de "Parque Nacional Marinho", pelo decreto n.° 88.218, de 6 de abril de 1983.[2]

A origem do seu nome vem da língua portuguesa, tendo primeiramente sido registrado em diversos mapas como um aviso aos navegadores por frequentes acidentes e naufrágios causados pela formação de corais e que dificultavam a navegação: "Abre Olhos".[1][3]

Localização e acesso

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Ilha de Santa Bárbara, área militar.
Uma baleia-jubarte subindo à superfície em Abrolhos.

A cidade mais próxima da unidade é Caravelas, que fica a uma distância de 836 quilômetros da capital do estado, da qual o acesso pode ser feito através da BR-101. Daí, o acesso pode ser feito de catamarã (o mais rápido faz o percurso em duas horas), lancha (duas horas e meia), de traineira (quatro horas) ou de escuna (seis horas), partindo-se de Caravelas, que fica a 36 milhas náuticas do Parque.[carece de fontes]?

Atrações

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Possui excelente área para mergulho autônomo e livre, pois as formações de corais abrigam grande diversidade de fauna marinha, formando grandes áreas de piscinas naturais. Nas ilhas, a atração fica por conta das aves nidificando nas formações rochosas, principalmente os atobás, pássaros típicos do arquipélago. Outros tipos de aves circundantes pela área são trinta-reis, grazina, fragata, benedito, bem como da família phaethontidae. Além disso, possui uma grande diversidade de fauna marinha, com inúmeras espécies de peixes, moluscos, corais, esponjas, tartarugas marinhas e vegetação que apresenta plantas suculentas, gramínea, arbustos e cactos.[4] O Parque é aberto todos os dias, mas com visitação controlada. Diversas embarcações oferecem passeio de um dia ou mais à unidade. A partir de julho inicia-se a temporada das baleias-jubarte que vai até novembro.[5] Nos últimos anos, um número pequeno de baleia-franca-austral começou a recolonizar para a área, tendo lá com filhotes.[6]

Em outubro de 2019 a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) licitou sete áreas exploratórias nas bacias de Camamu-Almada e Jacuípe, alegando uma estratégia de política energética de longo prazo.[7] Nos meses anteriores, organizações da sociedade civil, o Ministério Público Federal e o próprio IBAMA já haviam se posicionado contrariamente à possibilidade de atividades petrolíferas que pudessem resultar na possibilidade de vazamentos de óleo atingindo o Parque Nacional.[8] Nenhuma empresa demonstrou interesse em adquirir a concessão dos blocos polêmicos.[9]

Entretanto, no mês seguinte as ilhas do arquipélago começaram a receber pequenas manchas de óleo provenientes do vazamento misterioso que atingiu toda a costa Nordeste do Brasil.[10][11] O evento atingiu seis aves marinhas, que foram resgatadas e transportadas até o Espírito Santo para remoção da substância.[12] Felizmente, o evento não chegou ao Parque Nacional Marinho dos Abrolhos com magnitude suficiente a ponto de causar danos em grande escala.[13]

Ver também

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Referências

  1. 1 2 «Os encantos do Arquipélago dos Abrolhos». Embarque na Viagem. 22 de abril de 2014. Consultado em 17 de agosto de 2016
  2. ↑ «Decreto Nº 88.218, de 6 de Abril de 1983». Consultado em 21 de Janeiro de 2014. Cópia arquivada em 18 de janeiro de 2026
  3. ↑ Daehnhardt, Rainer (1998). Segredos de História Luso-Alemã (em alemão e português) 1ª ed. Lisboa: Publicações Quipu. p. 77. ISBN 9728408072
  4. ↑ «ICMBio - Parque Nacional Marinho dos Abrolhos - Parna Abrolhos». www.icmbio.gov.br. Consultado em 17 de agosto de 2016. Cópia arquivada em 17 de junho de 2024
  5. ↑ «Começa temporada de observação de baleias-jubarte na Bahia - Ministério do Turismo». www.turismo.gov.br. Consultado em 17 de agosto de 2016. Cópia arquivada em 17 de novembro de 2016
  6. ↑ «Instituto Baleia Jubarte». www.baleiajubarte.org.br. Consultado em 17 de agosto de 2016. Cópia arquivada em 14 de fevereiro de 2021
  7. ↑ Maciel, Felipe (10 de outubro de 2019). «Licitação de Camamu-Almada e Jacuípe faz parte de uma estratégia de política energética». eixos. Consultado em 21 de setembro de 2026. Cópia arquivada em 14 de fevereiro de 2025
  8. ↑ BORGES, André. (9 de outubro de 2019). «Contra leilão de petróleo em Abrolhos, 14 ONGs lançam carta pública à ANP.». Estadão. Consultado em 21 de setembro de 2026
  9. ↑ Minas, Estado de (10 de outubro de 2019). «Com venda questionada pelo MPF, bacia de Camamu-Almada n�o recebe ofertas». Estado de Minas. Consultado em 21 de setembro de 2026. Cópia arquivada em 19 de setembro de 2020 replacement character character in |titulo= at position 57 (ajuda)
  10. ↑ Alfaia, Iram (1 de novembro de 2019). «Mancha de óleo atinge Arquipélago de Abrolhos, ONGs preveem catástrofe». Vermelho. Consultado em 21 de setembro de 2026
  11. ↑ «Óleo que atinge a costa brasileira chega ao arquipélago de Abrolhos». G1. 2 de novembro de 2019. Consultado em 21 de setembro de 2026. Cópia arquivada em 5 de novembro de 2019
  12. ↑ ICMBio. «Relatório anual do Programa de Monitoramento das Aves Marinhas do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos (2019)» (PDF). Cópia arquivada (PDF) em 15 de setembro de 2026
  13. ↑ «Sem novas manchas de óleo, Abrolhos é reaberto para visitação». IstoÉ Dinheiro. 11 de agosto de 2019. Consultado em 21 de setembro de 2026

Bibliografia

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Ligações externas

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