Sigismundo do Sacro Império Romano-Germânico
Sigismundo de Luxemburgo[a] (Nuremberga, 15 de fevereiro de 1368 – Znojmo, 9 de dezembro de 1437)[1] foi Imperador Romano-Germânico de 1433 até sua morte, em 1437. Como marido de Maria da Hungria, foi Rei da Hungria e da Croácia (jure uxoris) a partir de 1387. Foi eleito Rei da Germânia (Rei dos Romanos) em 1410 e foi também Rei da Boêmia a partir de 1419, além de príncipe-eleitor de Brandemburgo (1378–1388 e 1411–1415). Foi o último membro masculino da Casa de Luxemburgo.
Sigismundo era filho do imperador Carlos IV e de sua quarta esposa, Isabel da Pomerânia. Casou-se com Maria da Hungria em 1385 e pouco depois foi coroado Rei da Hungria. Lutou para restaurar e manter a autoridade do trono. Maria morreu em 1395, deixando Sigismundo como único governante da Hungria.
Em 1396, Sigismundo liderou a Cruzada de Nicópolis, mas foi derrotado de forma decisiva pelo Império Otomano. Em seguida, fundou a Ordem do Dragão para combater os turcos e assegurou os tronos da Croácia, da Germânia e da Boêmia. Sigismundo foi uma das forças motrizes por trás do Concílio de Constança (1414–1418), que pôs fim ao Cisma Papal, mas que também levou às Guerras Hussitas, que dominaram o período final de sua vida. Em 1433, Sigismundo foi coroado Imperador Romano-Germânico e governou até sua morte, em 1437.
O historiador Thomas Brady Jr. observa que Sigismundo "possuía uma amplitude de visão e um senso de grandeza não vistos em um monarca alemão desde o século XIII". Ele percebeu a necessidade de reformar o império e a Igreja ao mesmo tempo. No entanto, dificuldades externas, erros próprios e a extinção da linhagem masculina dos Luxemburgo impediram que essa visão se concretizasse.[2] Mais tarde, os Habsburgos herdariam essa missão, e a reforma imperial foi levada a cabo com sucesso nos reinados de Frederico III e, sobretudo, de seu filho Maximiliano I, embora talvez à custa da reforma da Igreja, em parte porque Maximiliano não se concentrou particularmente nessa questão.[3]
Nos últimos anos, o interesse acadêmico (especialmente na Europa Centro-Oriental) cresceu muito em torno da pessoa e do reinado de Sigismundo — o governante que conquistou e liderou uma associação imperial que quase alcançava o tamanho da futura Monarquia de Habsburgo — bem como dos desenvolvimentos culturais associados à sua época. Os reveses tradicionalmente vistos como seus maiores fracassos (como o tratamento do movimento hussita) são hoje geralmente considerados resultado da falta de recursos financeiros e de outras fortes limitações, e não de falhas pessoais.[4][5]
Sigismundo era considerado um homem muito bem-educado, poliglota e extrovertido.
Biografia
[editar | editar código]Primeiros anos
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Nascido em Nuremberga[6][7] ou em Praga,[8] Sigismundo era filho do imperador Carlos IV e de sua quarta e última esposa, Isabel da Pomerânia,[9] neta do rei Casimiro III da Polônia e bisneta de Gediminas, grão-duque da Lituânia. Recebeu o nome em homenagem a São Sigismundo da Borgonha, o santo predileto de seu pai. Desde a infância, era apelidado de "raposa ruiva" (liška ryšavá) nas Terras da Coroa da Boêmia, por causa da cor de seu cabelo.[carece de fontes]
O rei Luís I da Hungria sempre manteve uma relação boa e próxima com o imperador Carlos IV, e Sigismundo foi prometido em casamento à filha mais velha de Luís, Maria, em 1374, quando tinha seis anos e Maria não passava de um bebê. O projeto matrimonial visava ampliar as terras da Casa de Luxemburgo.[10] Com a morte do pai em 1378, o jovem Sigismundo tornou-se marquês de Brandemburgo e foi enviado à corte húngara, onde logo aprendeu a língua e os costumes húngaros e se tornou inteiramente devotado à sua pátria adotiva.[11] O rei Luís o nomeou seu herdeiro e sucessor como Rei da Hungria.
Em 1381, Sigismundo, então com 13 anos, foi enviado a Cracóvia por seu meio-irmão mais velho e tutor, Venceslau IV, para aprender o polonês e conhecer a terra e seu povo.[12] O rei Venceslau também lhe deu a Nova Marca (Neumark), para facilitar a comunicação entre Brandemburgo e a Polônia.
Enquanto Maria era aceita como monarca da Hungria, Sigismundo também disputava a coroa da Polônia. Os poloneses, no entanto, não estavam dispostos a se submeter a um soberano alemão, nem queriam ficar atrelados à Hungria.[10] A divergência entre os senhores da Pequena Polônia, de um lado, e os da Grande Polônia, de outro, quanto à escolha do futuro monarca polonês terminou com a escolha do lado lituano. O apoio dos senhores da Grande Polônia não foi suficiente para dar a coroa polonesa ao príncipe Sigismundo. Em vez disso, os senhores da Pequena Polônia a entregaram à irmã mais nova de Maria, Edviges, que se casou com Jogaila, da Lituânia.
Rei da Hungria
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Com a morte do pai em 1382, sua noiva, Maria, tornou-se rainha da Hungria, e Sigismundo casou-se com ela em 1385, em Zólyom (atual Zvolen). No ano seguinte, foi aceito como futuro co-monarca de Maria pelo Tratado de Győr. Contudo, em 1387, Maria foi capturada, junto com sua mãe, Isabel da Bósnia, que atuava como regente, pela rebelde família Horvat — o bispo Paulo Horvat de Mačva, seu irmão João Horvat e o irmão mais novo, Ladislau. A sogra de Sigismundo foi estrangulada, enquanto Maria foi libertada.
Tendo assegurado o apoio da nobreza, Sigismundo foi coroado Rei da Hungria em Székesfehérvár, em 31 de março de 1387.[13] Depois de levantar dinheiro empenhando a Marca de Brandemburgo a seu primo Jobst da Morávia (1388), passou os nove anos seguintes numa luta incessante pela posse desse trono instável.[11] O poder central acabou tão enfraquecido que só a aliança de Sigismundo com a poderosa Liga Czillei-Garai conseguia garantir sua posição no trono.[14] Não foi por razões inteiramente desinteressadas que uma das ligas de barões o ajudou a chegar ao poder: Sigismundo teve de pagar pelo apoio dos senhores transferindo uma parte considerável das propriedades reais. (Durante alguns anos, o conselho dos barões governou o país em nome da Santa Coroa.) A restauração da autoridade da administração central levou décadas. A maior parte da nação, liderada pela família Garai, estava com ele; mas nas províncias do sul, entre o Sava e o Drava, os Horvat, com o apoio do rei Tvrtko I da Bósnia, tio materno de Maria, proclamaram como seu rei Ladislau de Nápoles, filho do assassinado Carlos II da Hungria. Somente em 1395 Nicolau II Garai conseguiu subjugá-los.[11] Maria morreu em 1395, em estado avançado de gravidez.
Para aliviar a pressão dos nobres húngaros, Sigismundo tentou empregar conselheiros estrangeiros, o que não foi bem recebido, e teve de prometer não conceder terras nem cargos a ninguém além dos nobres húngaros. Isso, porém, não se aplicou a Stibor de Stiboricz, o amigo e conselheiro mais próximo de Sigismundo. Em várias ocasiões, Sigismundo foi aprisionado por nobres, mas, com a ajuda dos exércitos de Garai e de Stibor de Stiboricz, conseguiu recuperar o poder.
Cruzada de Nicópolis
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Em 1396, Sigismundo liderou os exércitos combinados da cristandade contra os turcos, que haviam aproveitado a fraqueza temporária da Hungria para estender seus domínios até as margens do Danúbio. Essa cruzada, pregada pelo Papa Bonifácio IX, foi muito popular na Hungria. Os nobres acorreram aos milhares ao estandarte real e foram reforçados por voluntários de quase todas as partes da Europa, sendo o contingente mais importante o dos franceses, liderados por João Sem Medo, filho de Filipe II, Duque da Borgonha. Sigismundo partiu com 15 mil homens e uma flotilha de 70 galés. Depois de tomar Vidin, acampou com seus exércitos húngaros diante da fortaleza de Nicópolis. O sultão Bajazeto I levantou o cerco de Constantinopla e, à frente de 10 mil homens, derrotou completamente as forças cristãs na Batalha de Nicópolis, travada entre 25 e 28 de setembro de 1396.[11][15] Sigismundo retornou por mar, passando pelo reino de Zeta, onde concedeu ao senhor montenegrino local, Đurađ II, as ilhas de Hvar e Korčula, para que resistisse aos turcos; as ilhas voltaram a Sigismundo após a morte de Đurađ, em abril de 1403.

O desastre de Nicópolis irritou vários senhores húngaros, gerando instabilidade no reino. Privado de sua autoridade na Hungria, Sigismundo voltou então sua atenção para garantir a sucessão no Reino da Germânia e no Reino da Boêmia, e foi reconhecido por seu meio-irmão sem filhos, Venceslau IV, como vigário-geral de todo o império. No entanto, não conseguiu apoiar Venceslau quando este foi deposto em 1400, e Ruperto, eleitor palatino, foi eleito Rei da Germânia em seu lugar.[11]
Retorno à Hungria
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Ao retornar à Hungria em 1401, Sigismundo foi aprisionado uma vez e deposto duas. Naquele ano, apoiou uma revolta contra Venceslau IV, durante a qual o rei boêmio foi feito prisioneiro, e Sigismundo governou a Boêmia por dezenove meses. Libertou Venceslau em 1403. Enquanto isso, um grupo de nobres húngaros jurou lealdade ao último monarca da Casa de Anjou, Ladislau de Nápoles, pondo as mãos sobre a relíquia de São Ladislau da Hungria em Nagyvárad (atual Oradea). Ladislau era filho do assassinado Carlos II da Hungria e, portanto, parente distante do falecido rei Luís I da Hungria. Ladislau tomou Zara (atual Zadar) em 1403, mas logo interrompeu qualquer avanço militar. Essa disputa, por sua vez, levou a uma guerra com a República de Veneza, pois Ladislau havia vendido as cidades dálmatas aos venezianos por 100 mil ducados[11] antes de partir para suas próprias terras. Nos anos seguintes, Sigismundo agiu de forma indireta para frustrar as tentativas de Ladislau de conquistar a Itália central, aliando-se às cidades italianas que lhe resistiam e exercendo pressão diplomática sobre ele.[carece de fontes]
Por causa de suas frequentes ausências para tratar de assuntos nos outros países que governava, foi obrigado a consultar as Dietas da Hungria com mais frequência que seus antecessores e a instituir o cargo de palatino como administrador principal durante sua ausência.[carece de fontes] Em 1404, Sigismundo introduziu o Placetum Regium, decreto segundo o qual as bulas papais não podiam ser proclamadas na Hungria sem o consentimento do rei. Durante seu longo reinado, o Castelo de Buda tornou-se provavelmente o maior palácio gótico da Baixa Idade Média.[carece de fontes]
Cruzada contra a Bósnia
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Por volta de 1406, Sigismundo casou-se com uma prima de Maria, Bárbara de Celje, filha de Armando II de Celje. A mãe de Armando, Catarina da Bósnia (da Casa de Kotromanić), e a mãe de Maria, a rainha Isabel da Bósnia, eram irmãs, ou pelo menos primas criadas como irmãs.
Sigismundo conseguiu estabelecer seu controle na Eslavônia. Não hesitou em usar métodos violentos (ver o Sabor Sangrento de Križevci), mas do rio Sava para o sul seu controle era fraco. Sigismundo liderou pessoalmente um exército de quase 50 mil "cruzados" contra os bósnios, que culminou na Batalha de Dobor, em 1408, um massacre de cerca de 200 membros de várias famílias nobres bósnias. Contudo, embora a campanha parecesse um sucesso do ponto de vista militar, acabou fracassando politicamente e os húngaros se retiraram, enquanto a coroa bósnia escapava, lenta mas seguramente, do alcance de Sigismundo e dos húngaros.[16]
Possessões na Sérvia
[editar | editar código]Ameaçado pela expansão otomana, o rei Sigismundo conseguiu reforçar a segurança das fronteiras meridionais da Hungria firmando uma aliança defensiva com o déspota Estêvão Lazarević, do Despotado da Sérvia. Em 1403, as possessões húngaras nas regiões do noroeste da Sérvia (a cidade de Belgrado e o Banato de Macsó) foram entregues ao déspota Estêvão, que jurou lealdade ao rei Sigismundo e permaneceu seu vassalo leal até morrer, em 1427. O sucessor de Estêvão, Đurađ Branković, também jurou lealdade a Sigismundo e devolveu Belgrado ao rei. Mantendo relações próximas com os governantes sérvios, Sigismundo conseguiu proteger as fronteiras meridionais de seu reino.[17][18]
Ordem do Dragão
[editar | editar código]Após a vitória em Dobor, Sigismundo fundou sua ordem pessoal de cavaleiros, a Ordem do Dragão.[19][20] O principal objetivo da ordem era combater o Império Otomano. Seus membros eram, em sua maioria, aliados e apoiadores políticos de Sigismundo. Os principais membros eram seus aliados próximos Estêvão Lazarević, Nicolau II Garai, Armando II de Celje, Stibor de Stiboricz e Pippo Spano. Os monarcas europeus mais importantes tornaram-se membros da ordem. Sigismundo estimulou o comércio internacional abolindo as taxas internas, regulando as tarifas sobre mercadorias estrangeiras e padronizando pesos e medidas em todo o país.
Rei dos Romanos
[editar | editar código]Após a morte do rei Ruperto, em 1410, Sigismundo — ignorando as pretensões de seu meio-irmão Venceslau — foi eleito sucessor por três dos príncipes-eleitores em 20 de setembro de 1410, mas enfrentou a oposição de seu primo Jobst da Morávia, eleito por quatro eleitores numa outra eleição, em 1.º de outubro. A morte de Jobst, em 18 de janeiro de 1411, pôs fim ao conflito, e Sigismundo foi eleito rei novamente em 21 de julho de 1411. Sua coroação foi adiada até 8 de novembro de 1414, quando ocorreu em Aachen.[11]
Alianças contra a Polônia
[editar | editar código]Em várias ocasiões, e em especial em 1410, Sigismundo aliou-se aos Cavaleiros Teutônicos contra Ladislau II Jagelão, da Polônia. Em troca de 300 mil ducados, ele atacaria a Polônia pelo sul depois que expirasse a trégua, no dia de São João, 24 de junho. Sigismundo ordenou a seu amigo mais leal, Stibor de Stiboricz, que preparasse o ataque à Polônia. Stibor era de origem polonesa e pertencia ao ramo principal do poderoso clã Ostoja, que também se opusera à escolha de Jogaila como rei da Polônia. Com o apoio de Sigismundo, Stibor tornou-se um dos homens mais influentes da Europa no fim da Idade Média, com títulos como o de voivoda da Transilvânia e a posse de cerca de 25% da atual Eslováquia, incluindo 31 castelos, 15 dos quais situados ao longo dos 406 km do rio Váh, com as terras ao redor que lhe foram dadas por Sigismundo. Na disputa diplomática para evitar a guerra entre a Polônia-Lituânia, apoiada pelos moscovitas, e os Cavaleiros Teutônicos, Sigismundo usou a hábil diplomacia de Stibor para obter ganhos financeiros. O lado polonês nomeou vários negociadores, a maioria também do clã Ostoja, parentes distantes dos Stibor. Esses "encontros de família", porém, não conseguiram evitar a guerra, e uma aliança de 22 Estados ocidentais formou um exército contra a Polônia na Batalha de Grunwald, em julho de 1410. Stibor atacou então Nowy Sącz e a arrasou pelo fogo, mas em seguida retornou com seu exército ao Castelo de Beckov. Após a vitória polaco-lituana em Grunwald, os Cavaleiros Teutônicos tiveram de pagar à Polônia uma enorme soma em prata como reparação e, novamente graças à diplomacia de seu amigo Stibor, Sigismundo conseguiu tomar emprestada toda essa prata do rei Ladislau II da Polônia em boas condições. À luz do trabalho diplomático de Stibor e do clã Ostoja, que seguia a política do rei Sigismundo, pode-se questionar se Sigismundo de fato aderiu à aliança antipolonesa.[21]
Conferência de Buda
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Em 1412, realizou-se um torneio de cavaleiros em Buda, na Hungria, que foi também uma conferência entre o rei húngaro Sigismundo, o rei polonês Ladislau II (Jogaila) e o rei bósnio Tvrtko II. Estiveram presentes 2 mil cavaleiros de toda a Europa, até da Inglaterra. Havia na corte de Buda muitos príncipes, senhores, cavaleiros e servos: três reis e outros três monarcas, um déspota sérvio, 13 duques, 21 condes, 2 mil cavaleiros, um cardeal, um legado, três arcebispos, outros 11 bispos, 86 músicos e trombeteiros, 17 mensageiros e 40 mil cavalos, vindos de 17 países e línguas. Sobreviveu também uma lista, presumivelmente contemporânea, dos participantes do encontro. Além do anfitrião, Sigismundo, e de seu principal convidado, Ladislau II, o texto menciona o primo de Ladislau, Vytautas, grão-duque da Lituânia, e o rei da Bósnia, geralmente identificado como Tvrtko II; há quem argumente de forma convincente que não foi Tvrtko II, mas Estêvão Ostoja, quem visitou Buda naquela ocasião. Além do rei, vieram da Bósnia Hrvoje Vukčić Hrvatinić, Sandalj Hranić Kosača e Pavle Radinović, e da Sérvia o déspota Estêvão Lazarević, trazendo 2 mil cavalos. Da Áustria participaram Ernesto, duque da Áustria, e Alberto, este último futuro sucessor de Sigismundo. Estiveram também Henrique de Plauen, grão-mestre da Ordem Teutônica, Stibor de Stiboricz, Nicolau II Garai, Armando II de Celje e seu filho Frederico II de Celje, Karlo Kurjaković, conde de Krbava, e Ivan Morović, ban de Mačva. O cronista Długosz relata a chegada a Buda dos enviados de Jalal al-Din, cã da Horda Dourada e filho de Toquetamis, que queria encontrar-se com Ladislau II da Polônia. Jalal al-Din era aliado dos governantes poloneses e lituanos em sua luta contra a Ordem Teutônica e, segundo algumas reconstruções dos acontecimentos, Sigismundo também pretendia contar com os tártaros contra a ameaça otomana. Uma fonte narrativa de Lübeck, a crônica de Detmar (Lübeckische Chronik, continuada de 1400 a 1413), também menciona os acontecimentos de Buda em 1412 e descreve em detalhes os participantes do encontro. A reunião real foi acompanhada de festividades e diversões variadas. No torneio, um cavaleiro da Silésia chamado Nemsche e um pajem da Áustria venceram a justa. O padre e cronista polonês Jan Długosz afirma em seus Annales seu cronici incliti regni Poloniae que no torneio havia também cavaleiros da Bulgária, provavelmente da corte do príncipe Fružin, vassalo de Sigismundo, que também esteve na conferência.
Concílio de Constança
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De 1412 a 1423, Sigismundo fez campanha contra a República de Veneza na Itália. O rei aproveitou as dificuldades do Antipapa João XXIII para obter a promessa de que um concílio seria convocado em Constança, em 1414, para resolver o Grande Cisma do Ocidente. Teve papel de destaque nas deliberações dessa assembleia e, durante as sessões, viajou à França, à Inglaterra e à Borgonha, numa vã tentativa de obter a abdicação dos três papas rivais. O concílio terminou em 1418, tendo resolvido o Cisma e — o que teve grandes consequências para o futuro de Sigismundo — tendo mandado queimar na fogueira por heresia o reformador religioso tcheco Jan Hus, em julho de 1415. A cumplicidade de Sigismundo na morte de Hus é controversa. Ele havia concedido a Hus um salvo-conduto e protestado contra sua prisão,[11] e Hus foi queimado durante a ausência de Sigismundo, por decisão de um tribunal eclesiástico ad hoc fora de sua jurisdição como imperador.
Quando, certa vez durante o concílio, um cardeal corrigiu o latim de Sigismundo, este respondeu: Ego sum rex Romanus et super grammaticam ("Sou rei dos Romanos e estou acima da gramática").[22] Thomas Carlyle apelidou Sigismundo de "Super Grammaticam".[23][24]
Seus principais atos nesses anos foram uma aliança com a Inglaterra contra a França e uma tentativa fracassada, por causa da hostilidade dos príncipes, de assegurar a paz na Alemanha por meio de uma liga de cidades.[11] Além disso, em 1415 Sigismundo concedeu Brandemburgo (que havia recuperado após a morte de Jobst) a Frederico I, burgrave de Nuremberga. Esse passo fez da Casa de Hohenzollern uma das mais importantes da Alemanha.
Sigismundo começou a deslocar sua aliança da França para a Inglaterra depois da derrota francesa na Batalha de Azincourt, da qual também esteve polemicamente ausente por estar sediando um pseudoconcílio em Perpinhão com o Antipapa Bento XIII e o rei Fernando I de Aragão. A assinatura do Tratado de Cantuária, em 15 de agosto de 1416, coroou os esforços diplomáticos entre Henrique V de Inglaterra e Sigismundo e resultou numa aliança defensiva e ofensiva contra a França. Isso, por sua vez, abriu caminho para a resolução do cisma papal.[25] A relação próxima que se desenvolveu entre Henrique V e Sigismundo levou à sua admissão na Ordem da Jarreteira.[26]
Guerras Hussitas
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Em 1419, a morte de Venceslau IV deixou Sigismundo como rei titular da Boêmia, mas ele teve de esperar dezessete anos até que os estados tchecos o reconhecessem. Embora as duas dignidades de rei dos Romanos e rei da Boêmia aumentassem consideravelmente sua importância e, de fato, fizessem dele o chefe temporal nominal da cristandade, não lhe conferiram mais poder e o deixaram em dificuldades financeiras. Apenas como Rei da Hungria ele conseguira estabelecer sua autoridade e fazer algo pela ordem e pelo bom governo do país. Confiando o governo da Boêmia a Sofia da Baviera, viúva de Venceslau, apressou-se a voltar à Hungria.[11]
Os boêmios, que desconfiavam dele como traidor de Jan Hus, logo pegaram em armas, e as chamas foram atiçadas quando Sigismundo declarou a intenção de levar adiante a guerra contra os hereges. Três campanhas contra os hussitas terminaram em desastre, embora o exército de seu aliado mais leal, Stibor de Stiboricz, e mais tarde de seu filho, Stibor de Beckov, conseguisse manter os hussitas longe das fronteiras do reino. Os turcos aproveitaram a desordem interna e logo voltaram a atacar a Hungria nesse período.
Jan Žižka derrotou as forças imperiais de Sigismundo na Batalha de Kutná Hora, em dezembro de 1421, e depois na Batalha de Německý Brod, em janeiro de 1422. Além disso, o grão-duque da Lituânia, Vytautas, enviou Segismundo Korybut para comandar seu exército na Boêmia. Korybut chegou a Praga em 16 de maio de 1422 e foi reconhecido como governante da Boêmia. Tornou-se comandante dos hussitas locais e conseguiu pôr fim às discórdias internas entre Jan Žižka e os utraquistas, possibilitando uma bem-sucedida campanha militar hussita na Morávia contra o imperador Sigismundo. O exército de Sigismundo da Hungria recuou para a Hungria para evitar o confronto. As derrotas inesperadas diante dos hussitas "encerraram a primeira tentativa imperial e católica de esmagar a 'rebelião herética' boêmia".[27] Na Dieta de Nuremberga, de julho a setembro de 1422, Sigismundo e os príncipes territoriais alemães colaboraram para organizar dois exércitos contra os rebeldes hussitas. O primeiro foi enviado para socorrer o Karlštejn, sitiado pelos hussitas; o segundo recebeu ordens de destruir o exército de campanha hussita.
A aliança contra os hussitas continuou a se desenvolver, com a adesão de príncipes e cidades da Alta Alemanha, mesmo "das regiões mais distantes da Boêmia". Em janeiro de 1424, a atividade associativa dos príncipes-eleitores alemães levou à União (einunge) de Bingen, "na qual os príncipes renanos se juntaram ao eleitor da Saxônia e ao leal parceiro de Sigismundo, o marquês Frederico de Brandemburgo, e na qual foram estipuladas assistência mútua, arbitragem e cooperação diante da ameaça hussita".[28]
Sigismundo da Hungria e Segismundo Korybut iniciaram negociações com a intenção de reconciliar católicos e hussitas. No entanto, após a morte de Žižka, apesar de Korybut ter se tornado o comandante supremo de seu exército e vencido a Batalha de Ústí nad Labem, em 1427, pouco depois foi acusado pelos taboritas de Praga de organizar uma revolta na cidade e foi preso, o que pôs fim, na prática, a seu poder político na Boêmia. Libertado em 1428, Korybut ainda participou de batalhas taboritas na Silésia, mas, após a derrota decisiva destes na Batalha de Lipany, voltou ao Grão-Ducado da Lituânia; em consequência da batalha, os Compactados de Basileia foram assinados em julho de 1436. No mês seguinte, Sigismundo da Hungria foi aceito como Rei da Boêmia pela maioria das facções, embora a última formação dos taboritas opositores só tenha sido derrotada no castelo de Sion no final de 1437.
Reino da Germânia
[editar | editar código]O governo de Sigismundo na Alemanha e no império em geral foi prejudicado pela completa falta de Hausmacht (poder doméstico) no Reino da Germânia.[5][4]
Seu governo dependia de aliados-chave e da cultura de mecanismos políticos associativos na Alemanha. Duncan Hardy observa que "tanto a dimensão local quanto a transregional da atividade política mostrada pelas fontes de todo o reinado de Sigismundo demonstram que o poder em todos os níveis do império era exercido e mediado pelas instituições e mecanismos habituais da cultura política associativa. Se Sigismundo teve êxitos consideráveis em certos momentos, não foi apesar dessas instituições e mecanismos ou independentemente deles, mas justamente porque dedicou energia considerável a aproveitar as interações associativas e a construir relações estratégicas com os principais atores das redes de elite. Mesmo durante suas longas ausências das terras centrais do império, Sigismundo conseguiu tirar proveito dessas parcerias e podia razoavelmente esperar que a atividade associativa de príncipes, nobres e cidades desse resultados — como de fato deu, na forma de uma ação coletiva em grande escala contra o duque Frederico IV da Áustria-Tirol na década de 1410 e contra os hussitas na década de 1420. Nem todos os projetos de Sigismundo se concretizaram, e ele nem sempre pôde controlar os resultados de longo prazo de suas políticas, mas a noção de que houve fases de um 'império sem rei' durante seu reinado claramente não se sustenta diante das abundantes evidências de suas interações com clientes e associações regionais. Ao mesmo tempo, a visão algo aduladora, desenvolvida nos últimos anos, de Sigismundo como um político magistral pode ser moderada pelas evidências de que muitas vezes foram tanto as alianças felizes quanto a habilidade pessoal que tornaram possíveis os seus êxitos".[28]
A aliança entre Sigismundo e seus dois principais aliados na Alemanha, Frederico I de Brandemburgo e Alberto II (que se tornou seu genro e herdeiro pelo casamento com a única filha de Sigismundo, Isabel de Luxemburgo), deu início à ascensão dos Hohenzollern e revigorou os Habsburgos (que voltaram ao trono alemão e herdaram de Sigismundo também a ligação com a Hungria, a Croácia e a Boêmia).[29][30]
Últimos anos
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Em 1428, Sigismundo liderou outra campanha contra os turcos otomanos, mas novamente com poucos resultados. Em 1431, foi a Milão, onde em 25 de novembro recebeu a Coroa de Ferro como Rei da Itália; depois permaneceu algum tempo em Siena, negociando sua coroação como imperador e o reconhecimento do Concílio de Basileia pelo Papa Eugênio IV. Foi coroado imperador em Roma em 31 de maio de 1433 e, após obter do papa o que exigia, voltou à Boêmia, onde foi reconhecido como rei em 1436, embora seu poder fosse pouco mais que nominal.[11] Pouco depois de sua coroação, o papa Eugênio começou a tentar formar uma nova aliança antiotomana.[31] Isso foi motivado[carece de fontes] por uma revolta albanesa contra os otomanos, iniciada em 1432. Em 1435, Sigismundo enviou Fružin, um nobre búlgaro, para negociar uma aliança com os albaneses. No início de 1436 enviou também Daud, pretendente ao trono otomano.[32] No entanto, após a derrota dos rebeldes em 1436, os planos de uma aliança antiotomana foram abandonados.[32]
Sigismundo morreu em 9 de dezembro de 1437 em Znojmo (em alemão: Znaim), na Morávia (atual Chéquia), e, conforme ordenara em vida, foi sepultado em Nagyvárad, na Hungria (atual Oradea, na Romênia), ao lado do túmulo do rei santo Ladislau I da Hungria, que era para a época o ideal de monarca, guerreiro e cristão perfeito e era profundamente venerado por Sigismundo.[33] De sua segunda esposa, Bárbara de Celje, deixou uma única filha, Isabel de Luxemburgo, casada com Alberto V, duque da Áustria (mais tarde rei da Germânia como Alberto II), a quem Sigismundo designou como seu sucessor. Como não deixou filhos homens, a linhagem masculina do imperador Henrique VII extinguiu-se com sua morte.[11]
Família e descendência
[editar | editar código]Sigismundo casou-se duas vezes, mas teve pouca sorte em garantir a sucessão de suas coroas. Cada um de seus dois casamentos resultou no nascimento de um filho. Seu primogênito, provavelmente um menino, nasceu prematuramente em consequência de um acidente a cavalo sofrido por Maria da Hungria quando ela estava em gravidez avançada. Mãe e filho morreram pouco depois do parto, nas colinas de Buda, em 17 de maio de 1395. Isso provocou uma profunda crise sucessória, pois Sigismundo governava a Hungria por direito de sua esposa; embora tenha conseguido manter o poder, a crise durou até seu segundo casamento, com Bárbara de Celje. A única filha de Bárbara, nascida na púrpura em 7 de outubro de 1409, provavelmente no castelo de Visegrád, foi Isabel de Luxemburgo,[34] futura rainha consorte da Hungria, da Germânia e da Boêmia. A rainha Bárbara não pôde ter outros filhos. Isabel de Luxemburgo foi, assim, a única descendente legítima sobrevivente de Sigismundo.
Laços com a Hungria
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Sigismundo era conhecido por falar húngaro fluentemente, usava trajes reais ao estilo húngaro e deixava até crescer a barba à moda húngara.[35] Citação: O imperador Sigismundo, pela qualidade de seu rosto e pela grandeza de sua estatura, era um homem bastante imponente. O supremo criador do mundo o abençoou com um belo rosto, cabelos crespos e azulados e um olhar gentil. Usava uma longa barba por sua afeição aos húngaros, pois também eles, outrora, usavam longas barbas. escreveu: «João de Thurocz» Ele também gastou enormes quantias durante seu reinado na reconstrução dos castelos góticos de Buda e Visegrád, no Reino da Hungria, mandando trazer materiais da Áustria e da Boêmia.[36]
Seus muitos casos amorosos deram origem a várias lendas, como a que circulava décadas depois, no reinado do rei Matias Corvino. Segundo ela, João Hunyadi seria filho ilegítimo de Sigismundo. Sigismundo teria dado um anel à mãe do menino quando ele nasceu, mas certo dia, na floresta, um corvo o roubou, e o anel só foi recuperado depois que a ave foi caçada. Diz-se que esse episódio inspirou o brasão dos Hunyadi, que mais tarde aparece também no brasão de Matias "Corvino".[37]
Sigismundo adotou a veneração húngara por São Ladislau I, considerado na época o ideal do cavaleiro cristão. Foi várias vezes em peregrinação a seu túmulo em Nagyvárad. Antes de morrer, em Znojmo, na Morávia, ordenou que fosse sepultado ao lado do rei santo.[38]
Por parte do pai, Sigismundo era sobrinho-neto de Venceslau III da Boêmia, um dos monarcas de curto reinado da Hungria entre a dinastia Arpades e a dinastia angevina. Além disso, a linhagem de Sigismundo liga-se aos Arpades por meio de três princesas.
| Bela III da Hungria Rei da Hungria | |||||||||||||||||||||||||||||||
| André II da Hungria Rei da Hungria | Constança da Hungria Rainha da Boêmia | ||||||||||||||||||||||||||||||
| Bela IV da Hungria Rei da Hungria | |||||||||||||||||||||||||||||||
| Iolanda da Polônia Duquesa da Grande Polônia | Ana da Hungria Duquesa de Macsó | Venceslau I Rei da Boêmia | |||||||||||||||||||||||||||||
| Edviges de Kalisz Rainha da Polônia | Cunegunda de Halych Rainha da Boêmia | Otacar II da Boêmia Rei da Boêmia | |||||||||||||||||||||||||||||
| Casimiro III, o Grande Rei da Polônia | Venceslau II da Boêmia Rei da Boêmia | ||||||||||||||||||||||||||||||
| Isabel da Polônia Duquesa da Pomerânia | Venceslau III da Boêmia Rei da Boêmia | Isabel da Boêmia Rainha da Boêmia | |||||||||||||||||||||||||||||
| Isabel da Pomerânia Imperatriz Romano-Germânica | Carlos IV Imperador Romano-Germânico | ||||||||||||||||||||||||||||||
| Sigismundo Rei da Hungria | |||||||||||||||||||||||||||||||
Reformatio Sigismundi
[editar | editar código]A Reformatio Sigismundi surgiu no contexto dos esforços para reformar o Sacro Império Romano-Germânico durante o reinado do imperador Sigismundo (1410–1437). Foi apresentada em 1439 no Concílio de Basileia, publicada por um autor anônimo, e denunciava a injustiça dos governantes alemães. Incluía uma visão de Sigismundo sobre o surgimento de um rei-sacerdote, Frederico, bem como planos para uma ampla reforma da monarquia, do cargo imperial e do império alemão.
Títulos
[editar | editar código]- Título de Sigismundo no primeiro decreto húngaro de 1405: "Sigismundo, pela graça de Deus, Rei da Hungria, Dalmácia, Croácia, Rama, Sérvia, Galícia, Lodoméria, Cumânia e Bulgária, Marquês de Brandemburgo, Arquicamareiro do Sacro Império Romano, Herdeiro da Boêmia e de Luxemburgo."[39]
Heráldica
[editar | editar código]| Heráldica de Sigismundo, Imperador Romano-Germânico | ||||||||||
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Na cultura popular
[editar | editar código]Filmes
[editar | editar código]O rei Sigismundo é interpretado pelo ator tcheco Jan Pivec na série de filmes tchecoslovaca Trilogia Revolucionária Hussita, dirigida por Otakar Vávra.
O rei Sigismundo é interpretado pelo ator britânico Matthew Goode no filme Jan Žižka (Medieval), de 2022, dirigido por Petr Jákl.[40]
O rei e imperador Sigismundo é interpretado pelo ator húngaro László Gálffi na série de televisão histórica Rise of the Raven, de 2025.
Jogos eletrônicos
[editar | editar código]O rei Sigismundo é um antagonista que aparece brevemente no RPG de ação Kingdom Come: Deliverance, de 2018, da Warhorse Studios, no qual lidera um ataque à aldeia do protagonista.[41] O protagonista se envolve numa trama que se opõe a Sigismundo e pretende restaurar Venceslau no trono da Boêmia.[42] Sigismundo retornou em Kingdom Come: Deliverance II, no qual aparece numa reunião do conselho municipal de Kuttenberg, acompanhado de Markvart von Aulitz, interpretado por Ondřej Vetchý.[43]
Ver também
[editar | editar código]Notas
[editar | editar código]- ↑
- em luxemburguês: Sigismund vu Lëtzebuerg
- em francês: Sigismond de Luxembourg
- em alemão: Sigismund von Luxemburg
- em húngaro: Luxemburgi Zsigmond
- em croata: Žigmund Luksemburški
- em tcheco/checo: Zikmund Lucemburský
- em neerlandês: Sigismund van Luxemburg
- em italiano: Sigismondo di Lussemburgo
- em esloveno: Sigismund Luksemburški
- em romeno: Sigismund de Luxemburg
- em eslovaco: Žigmund Luxemburský
Referências
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Zsigmond, Isten kegyelméből Magyarország, Dalmácia, Horvátország, Ráma, Szerbia, Galícia, Lodoméria, Kunország és Bulgária királya, brandenburgi őrgróf, a Szent Római Birodalomnak főkamarása Csehország és Luxemburg örököse.
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Bibliografia
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Leitura adicional
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- Marosi, E., ed. (1987). Művészet Zsigmond király korában, 1387–1437 [A arte na época do rei Sigismundo, 1387–1437] (em húngaro). 2 vols. Budapest: Hist. Mus.
- Michaud, Claude (2000). «The Kingdoms of Central Europe in the Fourteenth Century». In: Michael Jones. New Cambridge Medieval History vol. VI. c. 1300 – c. 1415 (em inglês). Cambridge: Cambridge University Press. pp. 735–763
- Mitsiou, E.; et al. (2010). Sigismund of Luxemburg and the Orthodox World (Veröffentlichungen zur Byzanzforschung, 24) (em inglês). [S.l.: s.n.]
- Mureşan, Dan Ioan (2010). «Une histoire de trois empereurs. Aspects des relations de Sigismond de Luxembourg avec Manuel II et Jean VIII Paléologue». In: Ekaterini Mitsiou; et al. Sigismund of Luxemburg and the Orthodox World (Veröffentlichungen zur Byzanzforschung, 24) (em francês). Viena: Verlag der Österreichischen Akademie der Wissenschaften. pp. 41–101
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- Takács, I. (2006). Sigismundus rex et imperator: Kunst und Kultur zur Zeit Sigismunds von Luxemburg 1387–1437 [Sigismundo, rei e imperador: arte e cultura na época de Sigismundo de Luxemburgo, 1387–1437] (em alemão). [S.l.: s.n.]
Ligações externas
[editar | editar código]- Arte, imagens e mapas relacionados a Sigismundo (em inglês)
| Precedido por Maria da Hungria |
Rei da Hungria e da Croácia com Maria (1387–1395) 1387 – 1437 |
Sucedido por Alberto II da Germânia |
| Precedido por Roberto da Germânia |
Rei da Germânia (formalmente Rei dos Romanos) 1410 – 1437 disputado por Jobst da Morávia (1410–1411) |
Sucedido por Alberto II da Germânia |
| Precedido por Venceslau IV da Boêmia |
Rei da Boêmia 1419 – 1437 |
Sucedido por Alberto II da Germânia |
| Precedido por Carlos IV |
Eleitor de Brandemburgo 1378 – 1388 |
Sucedido por Jobst da Morávia |
| Precedido por Jobst da Morávia |
Eleitor de Brandemburgo 1411 – 1415 |
Sucedido por Frederico I de Brandemburgo |
| Precedido por Carlos IV |
Imperador Romano-Germânico 1433 – 1437 |
Sucedido por Frederico III |
- Nascidos em 1368
- Mortos em 1437
- Monarcas católicos romanos
- Imperadores do Sacro Império Romano
- Reis da Germânia
- Reis da Hungria
- Reis da Boêmia
- Reis por direito conjugal
- Cavaleiros da Ordem da Jarreteira
- Casa de Luxemburgo
- Governantes do século XIV
- Cristãos da batalha de Nicópolis
- Eleitores de Brandemburgo
- Agraciados com a Rosa de Ouro
- Personalidades das Guerras Hussitas
