GLAAD
| Fundação |
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| Sede social | |
| País |
| Fundador | |
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| Afiliação |
Coalition for Independent Technology Research (d) |
| Receita líquida |
4 107 687 $ () 4 101 985 $ () 3 333 982 $ () 4 672 278 $ () 5 061 281 $ () 5 401 462 $ () 7 987 237 $ () 19 442 708 $ () 13 070 440 $ () 17 288 202 $ () 24 855 418 $ () 18 618 513 $ () 25 260 642 $ () |
| Website |
(en) www.glaad.org |
| IRS |
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A Gay & Lesbian Alliance Against Defamation (GLAAD) (em português: Aliança Gay e Lésbica Contra a Difamação) é uma organização não-governamental estadunidense cujo foco é a monitoramento da maneira como a mídia retrata as pessoas LGBT. A GLAAD foi fundada em 1985 em Nova Iorque em resposta à cobertura sensacionalista da epidemia de AIDS pela mídia.[1][2]
História
[editar | editar código]Formada em Nova Iorque como a Gay & Lesbian Alliance Against Defamation (em português, A Aliança Gay e Lésbica Contra Difamação) em 1985 para protestar contra a cobertura sobre AIDS do New York Post, percebida por eles como difamatória e sensionalista, GLAAD pressionou organizações midiáticas para por um fim no que era vista por eles como reportagem homofóbica. As primeiras reuniões foram feitas nas casas de vários ativistas de Nova Iorque assim como no New York State Council on the Arts (em português, Conselho de Artes do Estado de Nova Iorque).
Este núcleo fundador incluía o estudioso de cinema Vito Russo; o tradutor Gregory Kolovakos, então membro da equipe do Conselho de Artes do Estado de Nova York e que mais tarde se tornou o primeiro diretor executivo da organização; Jewelle Gomez, a primeira tesoureira da organização; os escritores Darrell Yates Rist, Marcia Pally e Allen Barnett;[3] o então editor nova-iorquino Barry Adkins; os veteranos colegas de Russo da Aliança de Ativistas Gays, Arnie Kantrowitz, Marty Robinson, Jim Owles e Hal Offen; e o crítico musical Bruce Michael-Gelbert.[4]
Em 1987, após uma reunião com a GLAAD, o The New York Times mudou sua política editorial para usar a palavra "gay" em vez de termos derrogatórios referentes à homossexualidade.[5] A GLAAD defendeu que a Associated Press e outras fontes de notícias impressas e televisivas seguissem o exemplo. A influência da GLAAD logo se espalhou para Los Angeles, onde os organizadores começaram a trabalhar com a indústria do entretenimento para mudar a forma como a comunidade gay e lésbica era retratada nas telas.
A Entertainment Weekly nomeou a GLAAD como uma das entidades mais poderosas de Hollywood,[6] e o Los Angeles Times descreveu a GLAAD como "possivelmente uma das organizações mais bem-sucedidas no lobby da mídia em prol inclusão". [7]
Nos primeiros cinco anos após sua fundação em Nova York como Liga Antidifamação Gay e Lésbica (logo depois alterada para "Aliança Gay e Lésbica Contra a Difamação" após pressão legal da Liga Antidifamação), filiais da GLAAD foram estabelecidas em Los Angeles e outras cidades, com a filial de Los Angeles se tornando particularmente influente devido à sua proximidade com a indústria do entretenimento da Califórnia. A GLAAD/NY e a GLAAD/LA acabariam por votar pela fusão em 1994, com outras seções municipais fazendo o mesmo logo em seguida; no entanto, as seções continuam a existir, com as cerimônias do GLAAD Media Awards sendo divididas anualmente em três cerimônias realizadas em Nova York, Los Angeles e São Francisco.
Após a renúncia de Jarrett Barrios à presidência da GLAAD em 2011, Mike Thompson atuou como presidente interino até o anúncio da nomeação de Herndon Graddick, anteriormente vice-presidente de Programas e Comunicações da GLAAD, para a presidência em 15 de abril de 2012. Graddick é o filho mais novo de Charles Graddick, de Mobile, juiz do tribunal de circuito e ex-procurador-geral do Alabama.
Mudança de nome em 2013
[editar | editar código]Em 24 de março de 2013, a GLAAD anunciou que havia deixado formalmente "Gay & Lesbian Alliance Against Defamation" de seu nome e que passaria a ser conhecida apenas como GLAAD, para refletir com mais precisão seu trabalho. A mudança de nome foi um compromisso de incorporar pessoas bissexuais e transgênero em seus esforços para apoiar a comunidade LGBTQ+ em sua totalidade.[8] [9] Jennifer Finney Boylan foi escolhida como a primeira co-presidente abertamente transgênero do Conselho Nacional de Diretores da GLAAD.[10]
Executivos
[editar | editar código]Sarah Kate Ellis é a atual presidente e CEO da GLAAD.[11] Ellis assumiu os cargos em 2014 e, sob sua liderança, a receita da GLAAD cresceu 38%. Em 2015, Ellis promoveu Nick Adams ao cargo recém-criado de diretor de mídia e representação transgênero. Adams começou a trabalhar na GLAAD em 1998 e anteriormente havia sido diretor de comunicações e projetos especiais da GLAAD.[11]
Em 2022, Ellis renegociou seu contrato com a GLAAD, recebendo um bônus de assinatura de US$ 150.000 e um salário base de US$ 441.000 por ano com aumentos anuais automáticos de 5% até 2027, além de bônus de desempenho e discricionários que, segundo o New York Times, poderiam elevar a remuneração anual total para valores entre seis e sete dígitos (a GLAAD afirmou que o limite superior era "praticamente impossível").[12][13]
Em agosto de 2024, o New York Times publicou uma investigação sobre um "padrão de gastos extravagantes" na GLAAD, grande parte dela feita por Ellis.[14] Ao analisar relatórios de despesas e recibos de janeiro de 2022 a junho de 2023, o jornal relatou mais de 30 voos de primeira classe, estadias em hotéis de luxo, incluindo o Waldorf Astoria, serviços de carro caros, uma verba anual de US$ 25.000 para aluguel de verão em Provincetown, Massachusetts, e aproximadamente US$ 18.000 a US$ 20.000 para reformar o escritório em casa de Ellis (incluindo um lustre e outros móveis).[12][13][15][16] A organização também cobriu os custos associados a uma estadia de uma semana num chalé de sete quartos perto do Fórum Econômico Mundial em Davos e a viagem para o festival Cannes Lions.[17][15] Especialistas em organizações sem fins lucrativos citados pelo Times disseram que alguns dos gastos e a forma como foram tratados podem ter entrado em conflito com as políticas internas da GLAAD e com as regras da IRS sobre remuneração e benefícios de executivos para organizações isentas de impostos.[12] A ex-diretora financeira da GLAAD, Emily Plauché, havia levantado preocupações internas sobre os gastos.[18]
A GLAAD defendeu a liderança de Ellis e as despesas como necessárias ao trabalho da organização, afirmando que alguns itens (incluindo a hospedagem em Davos) foram cobertos por doadores externos e que certos custos foram posteriormente reembolsados ou mudanças de política foram feitas.[19] Um artigo de opinião subsequente do Washington Blade, escrito pelo ex-vice-presidente da GLAAD, Zeke Stokes, contestou a reportagem do Times, classificando-a como "repleta de reportagens ruins, insinuações, mentiras, inverdades, fatos fora de contexto e desinformação".[20]
- Diretores executivos da GLAAD/NY (1985–1994)
- Gregory Kolovakos (1985–1987)
- Craig Davidson (1987–1990)
- Ellen Carton (1991–1995)
- Membros/diretores iniciais do conselho da GLAAD
- Christopher Borden Paine (1985–?)
- Amy Bauer (1986–?)
- Diretores executivos da GLAAD/LA (antes de 1994)
- Richard Jennings e Jehan Agrama (1989–1992)
- Peter M. Nardi (1992–1993)
- Fhag Höt (1992–1994)
- Lee Werbel (1993–1994)
- Pós-fusão (1994–presente)
- William Waybourn (como diretor-geral nacional; 1995 – 1997)
- Joan M. Garry (1997 – junho de 2005)
- Neil Giuliano (setembro de 2005) – junho de 2009)
- J. Michael Durnil (interino; junho – setembro de 2009)
- Jarrett Barrios (setembro de 2009 – junho de 2011)
- Mike Thompson (interino) (junho de 2011 – 2012)
- Herndon Graddick (abril de 2012 – maio de 2013)
- Kurt Wentzell (junho de 2000 - setembro de 2022)
- Dave Montez (maio de 2013 – novembro de 2013)
- Sarah Kate Ellis (2013 – presente)[21]
- Outros executivos
- Scott Seomin
- Jonh Sonego
Ver também
[editar | editar código]- GLAAD Media Awards
- Jarrett Barrios (presidente da GLAAD de setembro de 2009 a junho de 2011)
Referências
- ↑ «The ABC Book: G». Library of Congress. National Library Service for the Blind and Print Disabled. Consultado em 1 de outubro de 2021
- ↑ «GLAAD History and Highlights, 1985-Present». GLAAD (em inglês). 3 de outubro de 2013. Consultado em 16 de março de 2022
- ↑ «Barnett, Allen (1955–1991)». glbtq.com. Consultado em 25 de março de 2013. Arquivado do original em 15 de outubro de 2012
- ↑ Schiavi, Michael (2011). Celluloid Activist: The Life and Times of Vito Russo 1st ed. [S.l.]: University of Wisconsin Press. pp. 237–238. ISBN 9780299282301
- ↑ «GLAAD for Clay Aiken». Claynewsnetwork.com. Consultado em 3 de dezembro de 2013. Arquivado do original em 28 de maio de 2013
- ↑ «Entertainment Weekly's 101 Most Influential People (1992)». Amiannoying.com. 25 de novembro de 1976. Consultado em 3 de dezembro de 2013. Arquivado do original em 19 de abril de 2012
- ↑ Myers, Daniel J.; Cress, Daniel M. (2004). Authority in Contention. [S.l.]: Emerald Group Publishing. p. 200. ISBN 0-7623-1037-5
- ↑ Peeples, Jase (24 de março de 2013). «GLAAD Affirms Commitment to Trans and Bi People, Alters Name». The Advocate. Consultado em 25 de março de 2013. Arquivado do original em 27 de março de 2013
- ↑ Staff Reports (3 de abril de 2013). «GLAAD 'no longer an acronym,' alters name as part of broadened mission». lgbtqnation.com. Consultado em 22 de maio de 2023. Arquivado do original em 6 de novembro de 2023
- ↑ Reynolds, Daniel (8 de novembro de 2013). «GLAAD Appoints First Transgender Cochair». Advocate.com. Consultado em 3 de dezembro de 2013. Arquivado do original em 11 de novembro de 2013
- 1 2 Ramin Setoodeh (27 de setembro de 2016). «The woman who saved GLAAD: how Sarah Kate Ellis brought the faltering nonprofit into the 21st century». Variety. 333 (12). p. 50. ISSN 0042-2738. Consultado em 13 de julho de 2021. Arquivado do original em 10 de outubro de 2023
- 1 2 3 Steel, Emily (1 de agosto de 2024). «A Pattern of Lavish Spending at a Leading L.G.B.T.Q. Nonprofit». The New York Times (em inglês). ISSN 0362-4331. Consultado em 6 de agosto de 2024
- 1 2 Gardner, Chris (1 de agosto de 2024). «GLAAD's Sarah Kate Ellis Under Fire After New York Times Investigation Into Spending, Expenses». The Hollywood Reporter (em inglês). Consultado em 30 de julho de 2026
- ↑ Steel, Emily (1 de agosto de 2024). «A Pattern of Lavish Spending at a Leading L.G.B.T.Q. Nonprofit». The New York Times (em inglês). ISSN 0362-4331. Consultado em 1 de agosto de 2024
- 1 2 Shafer, Ellise (2 de agosto de 2024). «GLAAD CEO Sarah Kate Ellis Accused of Lavish Spending in New York Times Investigation, Including $22,000 Flight and Home Office Renovation; Nonprofit Denies Claims». Variety (em inglês). Consultado em 30 de julho de 2026
- ↑ «GLAAD under fire over excessive spending on CEO Sarah Kate Ellis: report» (em inglês). 2 de agosto de 2024. Consultado em 30 de julho de 2026
- ↑ here, This story was originally published at nytimes com Read it (4 de agosto de 2024). «A pattern of lavish spending at a leading LGBTQ nonprofit». The Seattle Times (em inglês). Consultado em 30 de julho de 2026
- ↑ Buncombe, Andrew (2 agosto 2024). «LGBT charity boss used funds for first class flights and $20k home office makeover». The Telegraph. Consultado em 30 julho 2026 [ligação inativa]
- ↑ Kuznikov, Selena (5 de agosto de 2024). «GLAAD Supports CEO Sarah Kate Ellis After Lavish Spending Allegations: 'We Are Certain That She Is the Right Leader'». Variety (em inglês). Consultado em 6 de agosto de 2024
- ↑ Stokes, Zeke (5 de agosto de 2024). «NY Times report on GLAAD riddled with bad reporting, innuendo, lies». Washington Blade (em inglês). Consultado em 24 de setembro de 2024
- ↑ Reynolds, Daniel (25 de novembro de 2013). «GLAAD Announces Sarah Kate Ellis as President». The Advocate. Consultado em 18 de janeiro de 2014. Arquivado do original em 2 de dezembro de 2013
Ligações externas
[editar | editar código]- Gay & Lesbian Alliance Against Defamation — website oficial (em inglês)