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Biljana Plavšić

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Biljana Plavšić
Биљана Плавшић
Presidente da República Sérvia
Período19 de julho de 1996 – 4 de novembro de 1998
Antecessor(a)Radovan Karadžić
Sucessor(a)Nikola Poplašen
Dados pessoais
Nascimento7 de julho de 1930
Tuzla, Reino da Iugoslávia
Morte1 de outubro de 2026 (96 anos)
Belgrado
Alma materUniversidade de Sarajevo
PartidoAliança Nacional Sérvia (1990–1997)
Partido Democrático Sérvio (1997–2006)
Religiãoortodoxa sérvia
Profissãopolítica, professora, cientista

Biljana Plavšić (em sérvio: Биљана Плавшић; Tuzla, 7 de julho de 1930 – Belgrado, 1 de outubro de 2026) foi uma política, professora universitária e cientista e criminosa de guerra servo-bósnia. Serviu como presidente da República Sérvia da Bósnia entre 1996 e 1998, durante o processo de desagregação da Iugoslávia e a Guerra da Bósnia. Também foi membro sérvia da Presidência da Bósnia e Herzegovina, ao lado de Nikola Koljević, entre 1990 e 1992.

Por seu papel na Guerra da Bósnia, Plavšić foi condenada pelo Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia a 11 anos de prisão. A perseguição por motivos políticos, raciais e religiosos pela qual foi condenada foi considerada um crime contra a humanidade.

Biografia

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Antes de ingressar na carreira política, Biljana Plavšić — nascida em Tuzla, no antigo Reino da Iugoslávia (atualmente na Bósnia e Herzegovina) — lecionou biologia na Universidade de Sarajevo, onde foi Chefe do Departamento de Biologia.[1]

Após o colapso do comunismo na Europa, Plavšić tornou-se membro do Partido Democrático Sérvio, pelo qual foi escolhida como governante da então República Sérvia da Bósnia (conhecida como Republika Srpska). Em 1992, tornou-se um dos vice-presidentes da República Sérvia (Republika Srpska) e, em 1996, sucedeu o ultra-nacionalista Radovan Karadžić na Presidência.[1]

Durante a Guerra da Bósnia, foi acusada de participação no genocídio de croatas e bósnios-muçulmanos. Plavšić afirmava que os muçulmanos da Bósnia eram um "defeito genético em um corpo sérvio".[1]

Por governar de modo autoritário e devido às suas posições radicais, ficou conhecida como "dama de ferro Sérvia".[2]

Bljana Plavšić foi julgada pelo Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia e, em 2003, condenada a onze anos de prisão, tornando-se a mais alta autoridade até então sentenciada pelo tribunal. No entanto, após cumprir seis anos de prisão na Suécia, foi libertada em 27 de outubro de 2009.[3][4]

Após sua libertação, Plavšić viveu reclusa em Belgrado, onde morreu em 1 de outubro de 2026, aos 96 anos.[1]

Ver também

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Referências

O Commons possui uma categoria com imagens e outros ficheiros sobre Biljana Plavšić