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Wired

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Wired (magazine))
 Nota: Este artigo é sobre uma revista. Para o filme sobre John Belushi, veja Wired (filme). Para o mundo de Lain Iwakura, veja Serial Experiments Lain.
Wired
Diretora editorial globalKatie Drummond
Ex-editores-chefes dos Estados UnidosLouis Rossetto, Katrina Heron, Chris Anderson, Scott Dadich, Nick Thompson, Gideon Lichfield
Categorianegócios, tecnologia, estilo de vida e liderança de pensamento
Frequênciabimestral
CirculaçãoTotal: 540.265 (2024)[1]
Fundador(a)Louis Rossetto e Jane Metcalfe
Fundaçãofevereiro de 1991
Primeira ediçãojaneiro de 1993, como trimestral
EmpresaCondé Nast Publications
PaísEstados Unidos
Baseada emSão Francisco, Califórnia
Idiomainglês
Sítiowired.com
ISSN1059-1028 (impresso)
1078-3148 (web)
OCLC24479723

Wired é uma revista bimestral estadunidense que examina o efeito das tecnologias emergentes sobre a cultura, a economia e a política. É publicada pela Condé Nast em edições impressa e online. A revista circula desde seu lançamento, em janeiro de 1993.[2] Sua redação fica em São Francisco, na Califórnia, enquanto a sede administrativa fica em Nova Iorque.

A Wired logo se tornou uma voz da economia e da cultura digitais que começavam a surgir[3] e passou a ditar tendências no design impresso e no web design.[4][5] De 1998 a 2006, a revista e seu site, Wired.com, tiveram proprietários distintos, até voltarem a ficar reunidos sob a Condé Nast em 2006. A publicação recebeu diversos National Magazine Awards[6][7] e levou temas da revolução digital ao debate público. A revista cunhou o termo crowdsourcing[8] e criou a tradição anual de conceder os prêmios de Vaporware.

A Wired lançou edições internacionais, entre elas Wired UK, Wired Japan, Wired Czech Republic and Slovakia,[9] Wired Germany e Wired Greece.[10] A revista foi mensal até 2024, quando passou a ter periodicidade bimestral, com seis edições por ano.

História

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Prédio da Wired em São Francisco

A revista foi lançada em 1993 pelos expatriados estadunidenses Louis Rossetto e sua companheira de vida e de negócios, Jane Metcalfe. A ideia da Wired nasceu em Amsterdã, nos Países Baixos, enquanto os dois trabalhavam na Electric Word, uma revista de tecnologia que não se concentrava apenas em hardware e software, mas também nas pessoas, empresas e ideias que faziam parte do que chamavam de indústrias da linguagem.[11] A Whole Earth Review chamou a publicação de "a revista de informática menos entediante do mundo". Essa atenção aos temas sociais, econômicos e políticos em torno da tecnologia tornou-se o núcleo da abordagem editorial da Wired.[11]

O financiamento inicial da Wired veio do empresário neerlandês Eckart Wintzen. Sua empresa de software Origin ampliou um contrato de publicidade e comprou as primeiras mil assinaturas.[12] Rossetto e Metcalfe voltaram aos Estados Unidos para criar a Wired, pois concluíram que a União Europeia não formava um mercado de mídia suficientemente coeso para sustentar uma publicação de alcance continental.[11]

O pagamento adiantado da Origin[13] foi o capital inicial que sustentou Rossetto e Metcalfe durante doze meses infrutíferos em busca de financiamento. Eles procuraram editoras estabelecidas de revistas de informática e de estilo de vida e investidores de capital de risco, mas receberam recusas sucessivas. O modelo de negócios da Wired fugia ao padrão da época. Revistas de informática não traziam publicidade de estilo de vida, e revistas de estilo de vida não traziam publicidade de informática.[14] O público-alvo da Wired, os chamados "visionários digitais", também era desconhecido.[15]

A captação de recursos deu uma guinada quando Rossetto e Metcalfe mostraram um protótipo a Nicholas Negroponte, fundador e diretor do MIT Media Lab, na conferência TED de fevereiro de 1992,[16] à qual Richard Saul Wurman lhes permitiu comparecer sem pagar. Negroponte aceitou ser o primeiro investidor da Wired, mas, antes mesmo que pudesse preencher o cheque, o empresário de software Charlie Jackson depositou o primeiro dinheiro de investidor na conta da revista poucas semanas depois.[17] Negroponte escreveu uma coluna regular durante seis anos, até 1998, publicou o livro Being Digital e mais tarde fundou a One Laptop per Child.

Em setembro de 1992, a Wired já havia alugado um loft no bairro de SoMa, em São Francisco, perto de South Park,[18] e contratado seus primeiros funcionários. Como editor e diretor executivo, Rossetto cuidava do conteúdo e da estratégia de negócios. Metcalfe, como presidente e diretora de operações, cuidava da publicidade, circulação, finanças e operações da empresa. Kevin Kelly era editor executivo, John Plunkett era diretor de criação e John Battelle era editor-gerente.[19] Barbara Kuhr, esposa e sócia de John Plunkett na Plunkett+Kuhr, tornou-se depois diretora de criação do lançamento do site Hotwired, da Wired.[5] Eles permaneceram na empresa durante os seis primeiros anos da publicação, de 1993 a 1998.

Rossetto e Metcalfe também receberam ajuda de Ian Charles Stewart, que participou da redação do plano de negócios original, de John Plunkett, que criou o design do "Manifesto", de Eugene Mosier, que deu apoio de produção para a criação do primeiro protótipo e depois se tornou diretor de arte de produção, e de Randy Stickrod, que lhes cedeu espaço em seu escritório em South Park quando chegaram a São Francisco.[18] George Clark, da IDG, organizou a distribuição nacional em bancas. A editora associada Kathleen Lyman veio da News Corporation e da Ziff Davis para colocar em prática a ambição de atrair publicidade de tecnologia e de estilo de vida, algo que conseguiu já na primeira edição. Ela e seu protegido Simon Ferguson, o primeiro gerente de publicidade da Wired, fecharam campanhas pioneiras com empresas como Apple Computer, Intel, Sony, Calvin Klein e Absolut. Lyman e Ferguson saíram no segundo ano. Dana Lyon, veterana da Condé Nast,[20] assumiu então as vendas de publicidade.

A capa da edição de junho de 1997 trazia o logotipo da Apple com uma coroa de espinhos estilizada e a chamada "Pray".[21] A reportagem principal tratava da aquisição da NeXT pela Apple, da volta de Steve Jobs como "consultor" do então diretor executivo Gil Amelio e da situação difícil da empresa naquele momento.[22] A chamada fazia referência aos evangelistas da Apple e aos seguidores "devotos" da empresa.

Dois anos depois de deixarem Amsterdã, e quase cinco anos depois de começarem a trabalhar no plano de negócios, Metcalfe, Rossetto e seu grupo inicial de doze integrantes, chamados de "Wired Ones", lançaram a Wired como publicação trimestral em 6 de janeiro de 1993. A primeira distribuição foi feita à mão na Macworld Expo, em São Francisco, e, mais tarde naquela semana, na Consumer Electronics Show, em Las Vegas.[14] Os exemplares chegaram às bancas duas semanas depois, quando Bill Clinton assumiu a presidência e seu vice-presidente, Al Gore, promovia a chamada "superestrada da informação". Graças ao trabalho de Michelle Scileppi, noiva de John Battelle e ex-produtora da CBS, reportagens sobre o lançamento da Wired saíram na CNN, no San Jose Mercury News e nas revistas Newsweek e Time.[23]

A resposta de circulação e publicidade foi tão forte que a Wired passou a bimestral já na edição seguinte e, em setembro, tornou-se mensal. Essa edição trouxe na capa o texto de William Gibson sobre Singapura, "Disneyland with the Death Penalty", que foi proibido no país. Em janeiro de 1994, a Condé Nast, da Advance Publications, fez um investimento minoritário na Wired Ventures.[24] Em abril daquele ano, a Wired recebeu seu primeiro National Magazine Award, na categoria de excelência geral, pelo primeiro ano de circulação. Nos cinco anos em que Rossetto foi editor, a revista recebeu uma indicação anual nessa categoria, venceu o prêmio de design em 1996 e voltou a ganhar o prêmio de excelência geral em 1997.

Kevin Kelly, editor executivo fundador da Wired, havia trabalhado como editor do Whole Earth Catalog, do Co-Evolution Quarterly e da Whole Earth Review. Ele levou para a revista colaboradores dessas publicações. Seis autores da primeira edição da Wired, a 1.1, haviam escrito para a Whole Earth Review, entre eles Bruce Sterling, que estampou a primeira capa, e Stewart Brand. Outros colaboradores da Whole Earth que escreveram para a Wired incluíam William Gibson, que também apareceu na capa da revista ainda no primeiro ano.[25]

Rossetto escreveu no editorial de lançamento que "a Revolução Digital está varrendo nossas vidas como um tufão bengalês",[26] uma afirmação ousada numa época sem smartphones nem navegadores web e com menos de 10 milhões de usuários conectados à Internet no mundo, pouco mais da metade deles nos Estados Unidos.[27] O design gráfico de John Plunkett também era ousado, com uso de cores fluorescentes e metálicas. De forma pouco comum entre revistas, a Wired era impressa numa nova prensa de seis cores, de alta qualidade e então avançada, usada normalmente para relatórios anuais.[11]

A primeira edição tratou de jogos interativos, invasão de telefones celulares, efeitos especiais digitais, bibliotecas digitais, uma entrevista de Camille Paglia por Stewart Brand, vigilância digital, a reportagem de capa de Bruce Sterling sobre simulações militares e um texto de Karl Taro Greenfeld sobre os otaku japoneses.[28] Embora a Wired estivesse entre as primeiras revistas a informar os endereços de e-mail de seus autores e colaboradores, a coluna de Nicholas Negroponte, escrita no formato de uma mensagem eletrônica, trazia de forma inesperada um endereço de e-mail claramente falso e fora do padrão.[29]

Isso foi corrigido na segunda edição. A Wired mencionou a World Wide Web pela primeira vez em sua terceira edição,[29] depois que o CERN a colocou em domínio público em abril. Daí em diante, a revista dedicou bastante espaço à rápida expansão das redes, com matérias de capa sobre a origem do Yahoo!, o ensaio épico de 50 mil palavras de Neal Stephenson sobre a instalação de um enlace de fibra óptica de Londres ao Japão e a estratégia de mídia de Bill Gates para a Microsoft.

Em 27 de outubro de 1994, vinte meses depois da primeira edição e após a chegada do primeiro navegador gráfico, o Mosaic, a Wired Ventures lançou o site Hotwired, o primeiro com conteúdo original e publicidade de empresas da Fortune 500.[30] Ao criar o anúncio em banner, a Wired levou AT&T, Volvo, MCI, Club Med e outras sete empresas à web pela primeira vez, em sites construídos pela Organic Online, de Jonathan Nelson.[31] A equipe de lançamento, de doze pessoas, incluía Jonathan Steuer, que liderava o grupo, Justin Hall,[32] um pioneiro dos blogs que mantinha paralelamente seu próprio site de sucesso, Howard Rheingold como editor executivo e Brian Behlendorf, cocriador do servidor Apache, como administrador do site.[25]

Convencida de que a web era o futuro da mídia,[11] a Wired usou o investimento da Condé Nast para ampliar o Hotwired e criar um conjunto de sites, entre eles Ask Dr. Weil, Rough Guides, um site de esportes radicais e outro de coquetéis. Em 1996, lançou o mecanismo de busca HotBot em parceria com a startup de Berkeley Inktomi. O Hotwired antecipou muitas das características e técnicas que mais tarde se tornariam comuns no jornalismo online e na criação de conteúdo para a internet.[33] A web ainda era tão nova que a Wired contratou quarenta engenheiros para escrever o código de seus programas de edição e distribuição de anúncios. No fim de 1995, o Hotwired ocupava o sexto lugar entre todos os sites em receita, à frente de ESPN, CNET e CNN.[34]

O The New York Times escreveu: "A Wired é mais do que uma revista de sucesso. Assim como a Rolling Stone nos anos 60, ela se tornou o totem de um grande movimento cultural."[3]

A expansão da Wired se acelerou. Em 1996, a empresa havia criado uma divisão editorial de livros, a HardWired, licenciado uma edição japonesa à Dohosha Publishing, criado uma edição britânica, a Wired UK, em parceria com o jornal The Guardian,[35] e assinado um acordo com a Gruner and Jahr para produzir uma edição alemã com sede em Berlim.[36] Também começou a trabalhar na Wired TV em parceria com a MSNBC,[37] e planejou três novos títulos de revista. Um deles seria Neo, sobre moradia, editado por Katrina Heron, editora especial da Wired, e desenhado por Rhonda Rubenstein. Outro seria a revista de negócios The New Economy. O terceiro era uma revista conceitual, feita com o designer nova-iorquino Tibor Kalman e centrada na contagem regressiva para o novo milênio.[38]

Em 1996, reagindo às ofertas públicas iniciais de concorrentes da web como Yahoo!, Lycos, Excite e Infoseek, a Wired Ventures anunciou sua própria oferta pública inicial. Escolheu Goldman Sachs e Robertson Stephens para coordená-la, com o Goldman na liderança. A oferta prevista para junho foi adiada quando o mercado caiu. Quando a oferta saiu em outubro, o Goldman não conseguiu concluir a rodada após nova queda do mercado, e a Wired a retirou.[39]

Depois vieram as críticas. Uma delas era que o mercado considerara alta demais a "avaliação de internet" de 293 milhões de dólares da Wired para uma editora tradicional.[40] A Wired sustentou que sua avaliação havia sido confirmada por investidores privados experientes, que colocaram 12,5 milhões de dólares na empresa em maio[41] por um preço por ação pouco abaixo do valor da oferta original. A empresa também argumentou que o preço definido pelos bancos se justificava por seu pioneirismo na mídia para a web e que a receita do Hotwired era maior do que a do Yahoo quando este abriu seu capital com uma avaliação superior à da Wired.[42] Executivos da Wired culparam o Goldman por administrar mal a oferta e por não concluir a rodada, que já tinha investidores comprometidos.[39] O executivo do Goldman responsável pela operação foi citado dizendo: "Se o mercado não estivesse tão volátil, acredito que a oferta teria sido bastante bem-sucedida."[39]

O fracasso da oferta deixou a Wired Ventures com pouco dinheiro. A empresa recorreu a seu então investidor, a Tudor Investment Corporation, de Paul Tudor Jones. A Tudor trouxe a Providence Equity Capital, e as duas concluíram um financiamento privado no fim de dezembro de 1996.[43] A Wired passou então a cortar custos e a se concentrar na revista e nos negócios de internet nos Estados Unidos. Fechou a revista britânica, a editora de livros e a operação de televisão, e encerrou o trabalho nas novas revistas. Em junho, a revista Wired já dava lucro. A empresa de internet, rebatizada como Wired Digital, crescia.[44] Os executivos queriam tentar abrir o capital novamente em 1998, aproveitando a segunda escalada das ações de empresas de internet, que levaria à bolha da Internet de 1999. Em 1996, a Wired Digital respondia por 7% da receita da empresa. Em 1997, chegou a 30%, e a expectativa era de cerca de 40% em 1998.[45]

A Providence e a Tudor tinham outros planos e contrataram a Lazard Freres para procurar um comprador para a empresa. Rossetto e Metcalfe perderam o controle da Wired Ventures em março de 1998. O TheStreet.com escreveu que uma "empresa que começou como um dos bastiões mais promissores da revolução digital perdeu o controle para o velho capitalismo de abutres".[46]

Providence e Tudor rapidamente acertaram a venda da revista à Miller Publishing por 77 milhões de dólares. Quando a Condé Nast, que era investidora da Wired Ventures, soube do negócio por meio de um vazamento para um colunista de fofocas do Vale do Silício,[47] superou de imediato a oferta da Miller e comprou a revista Wired por 90 milhões de dólares. No mês da venda, os negócios de revista e internet da Wired passaram a ter fluxo de caixa positivo. A Condé Nast recusou-se a comprar a Wired Digital. Quatro meses depois, Providence e Tudor venderam a Wired Digital à Lycos.

O negócio quase não foi concluído. Os fundadores e primeiros investidores da Wired Ventures ameaçaram processar Tudor e Providence por violação de dever fiduciário, alegando que as duas faziam uma distribuição injusta da receita da venda, num valor entre 50 e 100 milhões de dólares. Os investidores controladores acabaram cedendo, e a operação foi concluída em junho de 1999 por 285 milhões de dólares.[46] A essa altura, a Wired Digital também tinha fluxo de caixa positivo. A soma obtida com as duas vendas superou a avaliação da Wired Ventures na época da tentativa malsucedida de abrir o capital.

A penúltima edição de Rossetto saiu em janeiro de 1998, cinco anos depois da primeira. O título, de modo apropriado, era "Change is Good", o slogan informal da Wired.[11] Em sua última edição, em fevereiro, ele apresentou uma reformulação completa da revista, a primeira desde o lançamento.[48] Katrina Heron tornou-se a segunda editora-chefe da Wired na edição de março de 1998.

Wilco no Wired Rave Awards, em 2003

A nova proprietária da revista, a Condé Nast, manteve a redação em São Francisco, mas transferiu os escritórios administrativos para Nova Iorque. A Wired atravessou a bolha da internet sob a direção comercial de Drew Schutte, responsável pela publicação, que ampliou o alcance da marca com a criação da The Wired Store[49] e do Wired NextFest. Em 2001, a revista tomou um novo rumo editorial sob o editor-chefe Chris Anderson, e sua cobertura se tornou "mais voltada ao grande público".[50] O número médio de páginas da edição impressa, porém, caiu bastante de 1996 a 2001 e voltou a cair de 2001 a 2003.[51]

Em 2006, a Condé Nast recomprou a Wired Digital da Lycos. O site voltou à mesma empresa que publicava a revista, reunindo novamente a marca.[52][53] Em 2009, a Condé Nast Italia lançou a edição italiana da Wired e o site Wired.it.[54] Em 2 de abril de 2009, a Condé Nast relançou a edição britânica da Wired, editada por David Rowan, e lançou o Wired.co.uk.[55]

Em agosto de 2023, Katie Drummond foi anunciada como nova editora da Wired.[56] Em 2025, durante o segundo mandato presidencial de Donald Trump, a Wired passou a publicar em primeira mão muitas reportagens sobre o governo Trump e o Departamento de Eficiência Governamental, o DOGE, de Elon Musk.[57] Musk criticou a revista, dizendo que a Wired "passou de uma publicação sobre tecnologia a um porta-voz ilegível de propaganda de extrema esquerda".[57] Em resposta às críticas, Drummond disse: "Se você ainda não entende por que a Wired cobre política, ou está sendo deliberadamente ignorante ou é um completo idiota."[58]

Em agosto de 2025, Jacob Furedi, ex-editor adjunto da UnHerd e editor da publicação Dispatch, investigou artigos do Business Insider e da Wired escritos por uma suposta freelancer chamada Margaux Blanchard depois de receber um e-mail. Após concluir que os artigos haviam sido gerados por inteligência artificial, entrou em contato com a Press Gazette. O Business Insider e a Wired retiraram os textos.[59][60]

Em abril de 2026, a revista anunciou que sua edição impressa italiana seria encerrada.[61]

Revista online

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A presença da Wired na web começou com o lançamento do Hotwired.com, em outubro de 1994. O Hotwired foi o primeiro site com conteúdo original e publicidade de empresas da Fortune 500. Ele cresceu e deu origem a sites de conteúdo vertical, entre eles Webmonkey, Ask Dr. Weil, Talk.com, WiredNews e o mecanismo de busca Hotbot. Em 1997, todos foram reunidos sob a marca Wired Digital. O site Wired.com, antes chamado Wired News e Hotwired, foi lançado em outubro de 1994.[62] O site e a revista foram separados em 1998, quando o primeiro foi vendido à Condé Nast e a segunda à Lycos[63] em setembro de 1998. Os dois permaneceram independentes até a Condé Nast comprar a Wired News em 11 de julho de 2006.[64] A compra reuniu de vez a marca Wired.

Desde fevereiro de 2018, o Wired.com usa um acesso pago. Usuários sem assinatura só podem ler um número limitado de artigos por mês.[65]

O Wired.com reúne blogs de tecnologia sobre segurança, negócios, novos produtos, cultura e ciência.

NextFest

De 2004 a 2008, a Wired organizou anualmente um "festival de produtos e tecnologias inovadores".[66] A edição de 2009 do NextFest foi cancelada.[67] Em 2018, a Wired realizou o "Wired 25", uma comemoração de seus 25 anos que contou com Jeff Bezos, Jack Dorsey e outros fundadores da indústria de tecnologia.

Ver também

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Referências

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Leitura adicional

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Ligações externas

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