AS PERSEGUI��ES.- A LEX ROMANA
(AT� O
ANO 70)
(Pe.
Ign�cio, dos padres escol�pios)
No ano 186 a C. o senado romano reagiu
contra os cultos for�neos (= externos) proibindo as Bacchanalia (=festas em
honra de Baco, deus do vinho),e perseguindo duramente os seus seguidores;
v�rios milhares deles foram executados. Proibia-se a associa��o dos crentes de
Baco, a n�o ser em grupos de dois homens e n�o mais de tr�s mulheres. Os
que n�o cumprissem estas normas sofreriam a pena capital..
173 a C. para frear os progressos da
superstitio populi (= supersti��o do povo) e restaurar a credibilidade dos
deuses p�trios o Senado romano viu-se obrigado a emitir decretos de expuls�o
contra mestres de ret�rica e fil�sofos gregos.
C�cero(-63) em De legibus (= sobre as
leis) mant�m que a �nica religi�o p�blica � aquela que recebe o reconhecimento
do poder pol�tico. Os deuses romanos eram cidad�os que podiam ser
naturalizados, ou privados de cidadania, segundo decis�o, ou conveni�ncia do
Estado. Ele afirmava que �nossos antepassados nunca foram mais s�bios nem
melhor inspirados pelos deuses, que quando decidiram que as mesmas pessoas que
presidem a religi�o governem o Estado�. Da� ao cesaropapismo(= uma �nica pessoa
assume todos os poderes c�vicos e religiosos) s� um passo, ou um
tempo.
Lucrecio ( de Rerum Natura) � um defensor da
religi�o p�blica frente a toda forma de supersti��o.
59 a C. o Senado mandou destruir os altares a
Isis e Osiris, dentro do pomoerium (direito de alojamento) e do capit�lio(= uma
das sete colinas de Roma na qual estava o templo de J�piter, protetor da
cidade, chamada tamb�m Tarpeya, pela rocha c�lebre desde que se atiravam os
meninos com defeitos no nascimento); proibi��o que se repetiu em anos
posteriores.
29 a C. Augusto ou melhor Caio Oct�vio, que reformou seu nome para Caio Julio C�sar Octaviano e recebeu o sobrenome de Augusto, como � conhecido na Hist�ria, recebe todo o poder pol�tico em suas m�os, aceitando o t�tulo de princeps senatus( pr�ncipe do Senado).. Recebe o t�tulo de Imperator, general vitorioso, encarna��o viva de J�piter, o deus supremo dos romanos. No ano 37 recebe o t�tulo de Augustus, (= divino) com autoridade para ser o garante dos ausp�cios. No ano 12 recebe o t�tulo de Pontifex m�ximus, ( pont�fice m�ximo),uma vez morto L�pido, ficando como �nico e m�ximo repons�vel de toda a religi�o romana. Assim neste mesmo ano mandou destruir 2 mil or�culos diversos quando transferiu para o templo de Apolo Palatino os livros sibilinos (da Sibila, mulher s�bia com poderes prof�ticos). A religi�o romana se transformou num dos apoios mais s�lidos do regime imperial. Com exce��o de Cal�gula e Nero, os demais imperadores do s�culo I apenas se afastaram das normas marcadas por Augusto, apresentando-se como m�ximos protetores da religi�o tradicional: a tr�ade capitolina (J�piter,Juno, Minerva) a deusa Roma e o Imperador divinizado especialmente em prov�ncias.
Tib�rio (14-37)mandou destruir o templo de Isis-Serapis e jogar no Tibre a est�tua da deusa. Como continuador da obra de Augusto perseguiu os magos, astr�logos e matem�ticos (= no tempo considerados como adivinhos), judeus e outros seguidores de deuses orientais.
Claudio (43) ordena uma persegui��o de judeus em Roma por causa de tumultos provocados por enfrentamentos com os crist�os. Entre eles �quila (At 18,2)
Nero(64) inicia a primeira persegui��o contra os crist�os n�o por motivos religiosos mas por causa do inc�ndio de Roma do qual s�o acusados. Nela morrem Pedro e Paulo. Segundo Tertuliano,(final sec II) Nero decretou o Institutum Neronianum( Decreto neroniano) que permitia �s autoridades romanas perseguir os crist�os pelo fato mesmo de praticar sua religi�o, embora os autores modernos o neguem. Por�m se propagou entre o povo a id�ia de que os crist�os eram ateus (ver o caso de S�crates) porque rejeitavam os deuses e as religi�es, especialmente as tradicionais, sem cujos ritos os males sobrevinham sobre Roma e portanto eram culp�veis dos mesmos. Tamb�m que em seus cultos comiam carne de crian�as e organizavam orgias sexuais, o qual apontava os banquetes eucar�sticos, que eram confundidos com os orientais como os cultos de Mitra ou Baco.
A LEX ROMANA (B AS PERSEGUI��ES)
No ano 304 a C. existia uma lei promulgada pela autoridade do Senado que proibia sem ordem do mesmo Senado ou dos tribunos da plebe, dedicar templo ou altar algum privadamente. C�cero explica dizendo que ningu�m pode separar-se da cidade no culto aos deuses como ningu�m pode infringir suas leis, ou negar-lhe seu servi�o, sem deixar, ipso facto, de ser cidad�o e cair sob sua justa vingan�a.
Tertuliano( autor crist�o no fim do s�culo II) � o �nico que afirma que existiu um decreto de Nero que afirmava Ut christiani non sint(= n�o � l�cito ser cristiano). N�o se encontrou outro testemunho e por isso muitos autores o rejeitam. Nero culpou do inc�ndio de Roma aos crist�os � semelhan�a do acontecido na Roma do s�culo II a C. quando um inc�ndio de umas casas vizinhas esteve a ponto de destruir o templo de Vesta, onde se guardava o fogo sempiterno da cidade. O c�nsul(magistrado da rep�blica com suprema autoridade por um ano; era tamb�m chefe do ex�rcito), mandado pelo Senado para pesquisar as causas, acusou os habitantes de C�pua, que ent�o visitavam Roma como causantes, porque C�pua era aliada de An�bal, e esperava ser cabe�a da It�lia contra os interesses de Roma. Nesta primeira persegui��o, de car�ter local, morreram os ap�stolos Pedro(crucificado ) e Paulo( decapitado por ser cidad�o romano). Foram os mais ilustres m�rtires, de quem Caio(198-217)., presb�tero romano, escreve: �D� f� desta hist�ria a inscri��o, conservada at� hoje dos seus sepulcros....que achar�s se te aproximas ao Vaticano�. Modernamente nas escava��es feitas no subsolo da bas�lica atual do Vaticano se descobriu um sepulcro com ossos do 1o s�culo de um velho de 70 anos, com moedas desde o 1o s�culo e a inscri��o Petros eini em grego(Pedro est� aqui).
Do ano 64 at� o 313 ano este em que o cristianismo gozou de liberdade no Imp�rio, houve estes per�odos de persegui��o: S�culo I 6 anos de persegui��o (domiciano) e 28 de toler�ncia. � S�culo II: 86 anos de persegui��o e 14 de toler�ncia.- S�culo III: 24 anos de persegui��o e 74 de toler�ncia. �S�culo IV: 13 anos de persegui��o Total: 129 anos de persegui��o e 120 de toler�ncia. As persegui��es mais importantes s�o as de Domiciano (5 anos) cujo motivo foi que eram molitores rerum novarum, (maquinadores de coisas novas) e que poder�amos traduzir como suspeitosos contra o regime, em que a nobreza romana pela primeira vez foi m�rtir de Cristo..
250 D�cio, descendene de uma fam�lia senatorial romana, oficial do Illirico (Yugosl�via atual) tentou reavivar o culto em torno � figura do imperador. No momento em que assumiu o imp�rio ditou um edito obrigando a todos os crist�os a realizar atos p�blicos de submiss�o religiosa ao imperador e aos deuses oficiais. Aos que o faziam entregava um certificado(libellus)para n�o serem molestados de novo; e os que se negavam podiam ser encarcerados, torturados e mortos. No fim de um ano as medidas come�aram a ser suavizadas, devido � opini�o p�blica impressionada pelos excessos cometidos. M�rtires: Fabi�o, papa em Roma, �gata na Sic�lia, Dion�sio em Paris. Alguns como Pablo se esconderam no deserto, outros compraram o libello ou apostataram, da� o problema dos lapsi (ca�dos).
Em 257 Valeriano O velho Valeriano, no in�cio tolerante, incitado por Macrino, ministro da fazenda que ambicionava os bens eclesi�sticos, iniciou uma persegui��o mais seletiva., de modo que s� se obrigava a oferecer sacrif�cios aos membros da hierarquia eclesi�stica. Um segundo decreto ia dirigido contra os crist�os da classe alta em 258. Tudo terminou em 260 ao cair Valeriano nas m�os dos persas. Total 3 anos. Seu filho Galiano devolveu aos crist�os as igrejas e iniciou uma paz de quase 50 anos. M�rtires: Sixto II em Roma com seu di�cono Louren�o. Frutuoso na Espanha, Cipriano em Cartago.
A �ltima persegui��o foi a de Diocleciano,(10 anos) um gigante de corpo, de esp�rito organizador. Instaurou a tetrarquia, que estava acompanhada de um rearme moral e religioso. Sua mulher e filha eram crist�s. Esta persegui��o, que teve in�cio por dois inc�ndios perto da casa imperial, foi a mais cruenta e duradoura. Iniciada em 303 a instiga��o de seu colega Gal�rio, C�sar do Oriente, alcan�ou enorme dureza, exceto nas G�lias e Britannia, onde o C�sar Const�ncio, colega do Augusto Maximiano, se limitou a destruir alguns lugares de culto. Em 305 Diocleciano abdicou e a persegui��o s� se manteve no Oriente atrav�s dos dois c�sares Gal�rio e Maximino, sendo que noOcidente cessou praticamente. Em 311 Gal�rio, pouco antes de morrer, ditou um edito de toler�ncia Lic�nio, Constantino e Maj�ncio o aprovaram. S� Maximino de modo parcial e por pouco tempo reiniciou as medidas anticrist�s. M�rtires: Sebasti�o em Roma, Lucia em Siracusa.
AS PERSEGUI��ES (Sobre os m�rtires)
O N�MERO DOS M�RTIRES.: O n�mero de m�rtires que conhecemos com nomes pr�prios � um pouco mais de duzentos. O n�mero conhecido pelas Acta Martyrum (atas dos m�rtires), pelo culto, ou outras fontes, se aproxima do milhar. Algumas atas e alguns m�rtires s�o famosos. No ano 117, Ign�cio de Antioquia em Roma. No ano 156, Policarpo de Esmirna.. Em 165, Justino. Em 177, os m�rtires de Lion nas G�lias, Fran�a atual, entre eles S Blondina, escrava. No ano de.180 Perp�tua e Felicidade( esta escrava) em Cartago.�Do s�culo III temos Cipriano, bispo de Cartago e Frutuoso, bispo de Tarragona. Finalmente, na persegui��o de Diocleciano, Vicente, di�cono de Zaragoza. S�o m�rtires cujas atas conhecemos. Outros, cujo mart�rio � conhecido pelo culto antigo como os grandes m�rtires romanos In�s, Sebasti�o, Pancr�cio, dos que temos a igreja a eles dedicada, com seu sepulcro e inscri��es e not�cias lit�rgicas. Muitos s�o desconhecidos. Para os mais moderados, seu n�mero total nos IV primeiros s�culos est� mais perto dos 10 mil que dos 100 mil. Talvez foram muitos mais os que, sem ser mortos, tiveram que afrontar a confisca��o de bens, o desterro, os c�rceres e as minas. Como nota: no primeiro semestre da guerra civil na Espanha, foram mortos 12 bispos, 4 mil scerdotes seculares e mais de 2 mil religiosos, entre eles 250 escol�pios.
OS C�RCERES: Embora o direito romano, segundo Ulpino, tenha os c�rceres para manter os presos e n�o como puni��o, ser condenado ad vincula, �s correntes, era um castigo. Sabemos que muitos morreram dentro delas por falta de higiene, alimento e pelos tormentos recebidos. Os c�rceres eram verdadeiros subterr�neos, sem luz, como exemplo, o c�rcere Mamertino de Roma. De alguns crist�os sabemos que estiveram dois anos ou mais no c�rcere, como P�nfilo; outros, quase um ano, como os romanos Mois�s e M�ximo. A pris�o comum com sua escurid�o, seu fedor, a promiscuidade e o agrupamento de gentes da pior esp�cie, era ainda mais agravada nas masmorras subterr�neas em que reinava eterna escurid�o. Como escreve Prud�ncio, �l� se esconde eterna noite, l� o horrendo c�rcere recebe seus r�provos�. Estas masmorras recebiam o nome de robur(=carvalho) porque era em caixas desse material que eram encerados os prisioneiros. Da� a frase de Tito L�vio: in robore et tenebris expirare, morrer no carvalho e nas trevas. Dentro do c�rcere existia o supl�cio do lignum(lenho) ou nervus(nervo). Em Filipos vemos como Paulo e Silas s�o a�oitados com varas e depois metidos na �ltima masmorra segurando seus p�s no lenho(At 16,34) Era o cepo ou lenho uma longa pe�a de madeira, atravessada a intervalos regulares por buracos onde encaixar os p�s. O paciente , tendido de costas, era for�ado por meio de nervos de boy a abrir suas pernas e encaix�-las em buracos cada vez mais distantes. O quinto buraco era a dist�ncia m�xima, passada a qual se produzia a morte por rotura do ventre. Or�genes tendo 67 anos sofreu longo tempo o supl�cio do lenho tendo seus p�s no 4o buraco. As mulheres estavam livres deste supl�cio. Tertuliano dir�: �N�o sente tormento no nervo quem tem sua alma no c�u�.
A TORTURA: Era procedimento legal e corrente na Gr�cia e em Roma para arrancar ao r�u a confiss�o de seu crime. Por�m, um cidad�o romano n�o poderia ser submetido a ela.(At 22,25) Seu nome latino era quaestio(= inquisi��o), e n�o tinha raz�o de ser desde o momento em que o r�u confessava seu delito. A partir do ano 197 foi aplicada. D�cio mandou que se aplicasse aos crist�os, n�o para confessar seu delito, mas para afast�-los da f�. Por�m, os supl�cios alcan�aram um grau de suprema crueldade nos tempos de Diocleciano( 303-306). Desta persegui��o nasceram os sacrifiados, incensados e libel�ticos, aos que se juntaram os traditores, os que entregaram os livros sagrados. Desta persegui��o temos In�s, Pancr�cio e Sebasti�o, amigo, este �ltimo, do Imperador. Ser�o em Roma os m�rtires mais conhecidos e de cujo culto universal existem in�meras igrejas como testemunho. Geralmente, iniciava-se o tormento pelas varas e os a�oites ou flagellum. Aquelas para os cidad�os romanos. Estes para escravos. Desnudavam o r�u e o atavam a uma coluna baixa de modo que as costas estivessem na posi��o horizontal para facilitar os golpes. Os a�oites podiam ser as plumbata (de chumbo) em que terminavam as correias ou cordas, e por vezes sigillata, com ossos das r�tulas(sigillum). Mas temos um novo supl�cio: o eculeus ou potro que era como o cavalete moderno dos ginastas.. As torturas sobre o mesmo, quando o r�u estava atado de costas eram consideradas como supremas. Na cabe�a e na cauda de semelhante instrumento estavam an�is, polias, rodas e parafusos girat�rios. De costas, seguros os p�s e amarradas as m�os sobre a cabe�a com cordas, que se enrolavam em rodas, ao girar as mesmas, distendiam os membros at� deslocar os ossos. Podia durar horas. Depois, solto, amarrava-se o r�u a um poste ou se atava por baixo do cavalete e se procedia com pentes de ferro, como se fossem garras, a dilacerar costados e peito. Tamb�m se usavam tochas ardentes que se aplicavam � carne ou pranchas de ferro ao vermelho vivo, ou chumbo derretido, que se derramava lentamente sobre as partes mais delicadas do corpo..
ASMINAS.-AS CATACUMBAS
AS MINAS: Nas atas de alguns m�rtires encontramos esta frase: damnatus ad metalla. (=condenado aos metais)..Entre eles temos os papas Calixto, Urbano e Ponciano, que eufemisticamente dir� deles Hip�lito, tamb�m m�rtir, foram desterrados � ilha de Cerdanha. Na realidade, ao trabalho for�ado nas minas. Como escreve um comentarista, era uma maneira lenta de condenar � morte. Na It�lia s� encontramos as minas da ilha de Elba e as da Cerdanha. Pelo contr�rio era na Hispania(Espanha) onde encontramos as grandes minas de cobre, ferro e ouro. Para se ter uma id�ia, em Cartagena (Espanha) trabalhavam 40 mil homens, a grande maioria dos quais era escrava., havendo tamb�m condenados como os que remavam nas galeras. O Estado tinha a propriedade das minas de ouro e prata, arrendando as outras a particulares. As condi��es eram duras. Um escravo, cujo pre�o equivalia ao de um mulo, era comprado por um particular que depois o arrendava aos diretores da mina. Tirado o sustento do mesmo o resto do dinheiro era recebido pelo amo. Um cidad�o comum podia ter dois ou tr�s escravos e desta maneira podia viver sem trabalhar. Era como arrendar um animal de carga. Uma vis�o realista a vemos no filme Barrab�s. Falando de escravos, segundo C�cero, a ra��o de p�o (quase a �nica comida) de um escravo era de de 30 kg/m�s. Cada ano recebia uma t�nica e cada dois anos um sobretudo curto. Daniel Rops escreve que no s�culo III a pena recebida por um crist�o tinha dois aspectos: os trabalhos for�ados das minas, ou a morte. As minas podiam ser de sal ou de metais. No direito romano ser condendo ad metalla era considerada uma pena capital. As probabilidades de subsistir eram de 10% ap�s poucos anos. Os condenados eram conduzidos a p�, marcados com ferro ardente, acorrentados aos outros presos por ferros que nem permitiam caminharem erguidos. Era assim que entravam na sombra da montanha e sofriam uma vida subterr�nea de trabalho ininterrupto, pondo fim a toda esperan�a. .Numa promiscuidade repulsiva comiam, dormiam e satisfaziam suas necessidades, como si fossem bestas, com a �nica certeza de que j� n�o veriam mais a luz, a n�o ser na plataforma dos cad�veres.
CATACUMBAS: O nome prov�m provavelmente de junto ao fosso, tradu��o direta do grego oficial falado em Roma pela antiga Igreja. Designava, pois, uma depress�o do terreno que rodeava a antiga bas�lica de S. Sebasti�o. Hoje designam os cemit�rios subterr�neos de extensas galerias onde crist�os, judeos e pag�os cultivadores de Mitra enterravam seus mortos. Se as de Roma s�o as mais conhecidas, tamb�m podemos encontr�-las em N�poles, Sic�lia, Egito e T�nez. Come�aram por ser uma extens�o subterr�nea dos mausol�us ou vilas romanas dedicados aos mortos, como lugares em que os libertos da fam�lia eram enterrados. O ch�o, f�cil de ser escavado, devido � classe de cali�a chamada toba, em que se encontrava a lazulita ou lapis-l�zuli, que antigos mineiros escavavam em galerias subterr�neas, para obter materiais de constru��o e pedras semi-preciosas. De garimpeiros se transformaram em �fossores�. Pois � poss�vel que os crist�os aproveitassem essas galerias, porque n�o queimavam os cad�veres como os romanos, que costumavam colocar as cinzas nos columb�rios. Por isso os judeus e os adoradores de Mitra tamb�m escavaram catacumbas pr�prias. As mais antigas s�o as de S Priscila com S. Domitila, esta da fam�lia dos Fl�vios, ambas do final do sec I. Se inicialmente eram hipogeos(=tumbas subterr�neas) que n�o podiam ultrapassar o limite da vila superior onde estava enterrado o chefe da fam�lia, logo com o transcurso dos anos foram admitidos outros mortos que n�o fossem familiares e os fossores(=escavadores) cavaram galerias fora do limite patrimonial. Isto foi necess�rio ao crescer o n�mero dos crist�os no s�culo III. Assim perdiam o nome do dono particular do terreno e tomavam o nome de um papa ou m�rtir c�lebre, passando de Domitila a Calixto e Sebasti�o. Dentre os fossores temos o pr�prio papa Calixto. As galerias se estendem por quil�metros. Um total de 900 a 1200 Km com profundidades de at� 25 m e cruzando-se os andares, nalguns pontos 5 vezes. Era o metr� dos mortos. Como exemplo,a catacumba de S. Sabina tem 1603m e 5736 tumbas. Somente ap�s a paz de Constantino as catacumbas se transformaram em santu�rios, em que temos, al�m dos l�culi (nichos-tumbas pessoais) os cubiculi alongamentos com v�rios loculi , e as criptas Algumas criptas s�o t�o largas que receberam o nome de bas�licas como a de Nero e Aquileio, verdadeiras salas em que se podiam celebrar as refrigeria, os banquetes em honra dos mortos, que logicamente terminavam com a Eucaristia. Entre as criptas mais conhecidas � a dos papas na catacumba de S. Calixto temos a de S. Cec�lia no mesmo lugar. N�o eram lugares de culto, que se celebrava nas casa particulares, mas s� serviam para comemorar os anivers�rios dos m�rtires com os refrig�ria antes explicados. � poss�vel que nos momentos de maior persegui��o, D�cio e Domiciano, servissem tamb�m como lugares comuns de encontro e culto crist�o.
A FRAGILIDADE HUMANA
O P�O DOS FORTES: Os antigos crist�os a levavam para casa (Hip�lito + 235) onde a semelhan�a dos deuses penates romanos tinham um lugar reservado para a adorar e se fortalecer cada dia com a comunh�o Sendo, pois, o centro da vida crist�, entre as aten��es dadas aos presos pela f�, estava a Eucaristia. Se havia um sacerdote entre os condenados os fi�is punham em suas m�os p�o e vinho para a celebra��o. Caso isso n�o existir encomendavam a sacerdotes visitantes, ou di�conos e por vezes simples crist�os, especialmente crian�as que levassem o p�o consagrado at� os c�rceres.. Tal foi o cso Pancracio, de 14 anos, a quem seus colegas de aula queriam brincasse com eles e como o rapaz n�o quis, ent�o ao correr a voz de que portava os mist�rios crist�os, quiseram � for�a poder contempl�-los ao que Pancracio se op�s, apesar dos golpes que o deixaram quase morto. Quadratus, um crist�o o socorreu, mas era tarde demais. Pancr�cio morreu defendendo a Eucaristia que portava, como se defendesse o p�ropio Cristo. A Eucaristia era chamada nessas circunst�ncias, o p�o dos fortes. Da� ao vi�tico, comunh�o dos enfermos em perigo de morte, era um passo que a idade m�dia deu e ainda se conservava em nossos dias.
OS LAPSI: Numa Igreja que teve um chefe apost�lico que negou Jesus tr�s vezes por medo de uma criada, nem todos foram m�rtires a aceitar os sofrimentos e entregar a vida pela pessoa de Cristo. Nos dois primeiros s�culos foram rar�ssimos os casos de apostasia, palavra que indica a nega��o de Cristo como Senhor. Mas no s�culo III, especialmente sob a persegui��o de D�cio (250-51) os ap�statas, chamados lapsi (= caidos) em latim, eram bastante numerosos. Cipriano escreve um tratado em que em primeiro lugar define a causa de tamanhas quedas: Uma longa paz tinha corrompido a disciplina divinamente ensinada. Os fi�is n�o tinham outro af� que aumentar seus bens; .at� os bispos andavam � ca�a de pingues neg�cios e enquanto seus pobres morriam de fome, eles se dedicavam a aumentar suas rendas. Assim escreve, citando Mt19,21 e I Tim 6,40.junto com Lc 6,22.
TIPOS DE LAPSI: Havia tr�s tipos diferente de ap�statas: os sacrificati, que haviam sacrificado aos �dolos imperiais, os turificati ou incensados, pois o vaso do incenso era o tur�bulo (tus incenso e fero levar) que somente queimavam incenso, e finalmente os que compravam o libelo ou carta oficial, que os declarava como cumpridores do culto aos �dolos sem t�-lo feito. O libelo era dispendioso e bastava possui-lo para n�o ser molestado pelas autoridades. Todos eles caiam na maldi��o de Jesus: �Pois se algu�m se envergonhar de mim (......) tamb�m eu me envergonharei dele quando vier na gl�ria do Pai.(Lc 9,26) Por isso a Igreja considerou os libel�ticos com o mesmo rigor que os idol�tricos.
OS CONFESSORES: A persegui��o de D�cio(250) demorou menos de um ano em perder sua virul�ncia. Se houve ap�statas, houve tamb�m os que encarcerados e sofrendo tormentos, n�o foram condenados � morte e sa�ram dos c�rceres com as marca das grilhetas e dos rtomentos do ec�leo. No in�cio de 251 quase todos os encarcerados foram postos em liberdade. Eram os confesores, entre eles o mais c�lebre Or�genes. Os lapsi, ap�s acabada a persegui��o, queriam voltar ao seio da Igreja. Os sacrificados s� obtinham perd�o na hora da morte, vivendo, pois em penit�ncia perp�tua. Os libel�ticos tinham uma pena temporal, mas se serviam dos bilhetes de paz (libellus pacis) concedidos pelos confessores; assim se livrando ou reduzindo a penit�ncia p�blica, devido ao m�rito dos confessores. Esta � a origem das indulg�ncias. Como coisa de interesse para nosso caso, diremos que contra abusos na concess�o dessa indulg�ncia se opuseram em Roma o Papa Corn�lio e em cartago o bispo Cipriano. Os de Cartago eram laxos, como Felic�ssimo, e os de Roma extremamente rigorosos com Novaciano ao frente, que exigia uma Igreja pura, a dos k�taros(coincid�ncia de nome e de id�ias com os hereges da idade m�dia). Assim se uniram contra a autoridade leg�tima tanto os rigoristas de Roma, como os laxistas de Cartago. O cisma, especialmente em Roma, se manteve durante s�culos, em forma minorit�ria.
A �LTIMA PERSEGUI��O.
DIOCLECIANO E O BAIXO IMP�RIO:Foi Diocleciano (284-305) o �ltimo dos grandes imperadores da Roma pag�.Com ele abre-se uma �poca que chamamos de Baixo Imp�rio em que os outros dois grandes nomes ser�o Constantino e Teod�sio. Diz-se dele que era filho de um liberto, um ex-escravo, e que adquiriu o poder por um crime, o assassinato do imperador Numeriano(284), segundo o costume da �poca. A administra��o romana estava ferida de morte pelos francos e saxones no norte e pela rebeli�o dos bagaudos ou vagabundos nas G�lias. Eram estes, camponeses arruinados, devedores insolventes e escravos fugitivos, que se associaram para o roubo e matan�a em grande escala. A �frica do norte tamb�m estava em cont�nua revolta. Diocleciano n�o podia fazer frente sozinho a tanta insurrei��o e se associou a um outro Augusto, em diarquia (=chefatura de dois)com ele: Maximiano(286). Diocleiano tomando o t�tulo de J�piter governava o Oriente, com capital em Nicomedia (na Turquia oriental, frente a Estambul) e Maximiano como H�rcules o Ocidente. Em 293 o sistema foi completado com os dois c�sares, Const�ncio Cloro no Ocidente �s ordens de Maximiano e Gal�rio no Oriente sob o comando de Diocleciano. Um sistema que sob o prest�gio de Diocleciano mantinha uma �nica autoridade, dividida em uma tetrarquia (4 chefes). As peti��es ao imperador deviam ser dirigidas aos quatro, que respondiam em un�ssono. Da� resultou a origem dos plurais de etiqueta ou majestade das l�nguas modernas. Esses imperadores da tetrarquia promulgaram 1200 leis, mas a Roma antiga deixou de existir no seu modelo de com�cios e liberdades, e os novos soberanos pareciam-se mais com os fara�s do Egito e os reis sass�nidas persas, do que como os princeps do senado. Por cima das leis estava o dominus et deus (=imperador e deus), t�tulo oficial dos mesmos. Vestiam-se com o diadema m�stico dos sass�nidas, s�mbolo do Sol e da eternidade. O povo devia cumprir o rito da proskinesis, adora��o profunda, beijando a orla de seus vestidos deslumbrantes de pedras e ouro.
A PERSEGUI��O: Havia 30 anos que os crist�os viviam em paz. O c�sar Gal�rio foi sem d�vida quem advertiu a Diocleciano de que o novo totalitarismo real e o cristianismo eram incompat�veis. Al�m da adoratio, existiam outros motivos para os crist�os serem objetores de consci�ncia .Gal�rio filho de um pastor do Dan�bio cuja m�e era uma pitonisa de aldeia, a raiz de um inc�ndio em Nicomedia, obrigou o anci�o Diocleciano a promulgar em 303 um primeiro edito: fim das assembl�ias, demoli��o de igrejas, destrui��o de livros sacros, e abjura��o de todos os que ocupavam cargos p�blicos. Tr�s editos sucessivos acentuaram a severidade das medidas. N�o existiu nenhuma persegui��o t�o violenta,. As prov�ncias do Oriente, onde mandava Gal�rio, foram as mais duramente atingidas. Este final do seu reinado foi justamente apelidado de era dos m�rtires. Subitamente no ano 305 ambos augustos renunciaram promovendo a augustos a Constancio e Gal�rio,que escolheram como c�sares .Constantino e Majencio, O m�rtir mais c�lebre desta persegui�� � Sebasti�o, o centuri�o amigo pessoal de Diocleciano.
GAL�RIO: Com ele a persegui��o continuou. Houve um dado novo: a viola��o das mulheres crist�s. Muitas preferiram o suic�dio. Assim aconteceu com Sofr�nia em Roma, no tempo de Maximino, Era o ano 311 oitavo da persegui��o. De repente Gal�rio teve um abscesso nas partes secretas do corpo, logo uma chaga f�stulosa que corroeu o mais fundo das entranhas, segundo conta Eus�bio. Quase um ano mais tarde promulgou um edito de toler�ncia, que Eus�bio comenta foi um cantar a palin�dia, o canto em cor, que,como porta-voz do fio da est�ria, se cantava para se retratar de cenas anteriores. A esse edito aderiram-se os demais imperadores como Maximino Daya, Constantino e Lic�nio.
MORTE DE GAL�RIO: (311)A raiz de sua doen�a, Gal�rio decreta um edito que anula ut Christiani non sint (que n�o haja crist�os)de Nero com o denuo ut chritiani sint(de novo que haja crist�os). Morto Gal�rio, Maximino Daia, sobrinho e C�sar do Augusto Gal�rio, tinha como s�ditos o Egito, a Palestina e a �sia Menor. O C�sar Lic�nio tinha a Europa oriental como territ�rio. Maximino Daia, filho de uma pitonisa de aldeia, supersticioso e beberr�o,. no in�cio foi benigno com os crist�os, mas no ano 306 consultou os adivinhos que lhe disseram que todos os males cessariam quando os deuses romanos tivessem o culto devido. Ordenou, pois, a todos os s�ditos sacrificar publicamente. Ap�s o ano 311 come�ou um novo m�todo de persegui��o, atrav�s de uma campanha publicit�ria,. Por�m o resultado foi tudo o contr�rio. A fome, a peste, fizeram estragos entre a popula��o. A peste foi denominada �nthrax (carv�o). Parece ser a primeira not�cia sobre a mesma. Al�m das inflama��es, atacava os olhos, deixando cegas as pessoas. A guerra tamb�m formou parte das calamidades, pois como os arm�nios eram na sua maioria crist�os, se rebelaram. Devido � fome e � peste muitos cad�veres eram deixados nas pra�as. Somente os crist�os perseveraram no cuidado e enterramento dos mortos e repartiam o p�o, de modo que todos confessaram que eles eram os �nicos piedosos e temerosos de Deus. Maximino usou da cal�nia contra Cristo, como as Atas de Pilatos, e trabalhou em favor dos deuses pag�os, usando a condena��o do lenoc�nio como arma contra as mulheres crist�s, de modo que as condenava ad lenonem potius quam ad leonem (ao rufi�o antes que ao le�o).Os m�rtires mais not�veis s�o Cosme e Dami�o, Blas e Catarina de Alexandria. Famosas foram as minas de bronze de Feno na Palestina, sendo que os condenados a elas antes eram marcados com ferro e ficavam sem o olho direito, ou lhes deixavam coxos da perna esquerda cortando ou cauterizando o nervo.
LICINIO: Contraiamente ao oriente em que o n�mero de crist�os era grande, Lic�nio que era o C�sar da Il�ria , atual Yugosl�via, e territ�rios do Dan�bio, n�o perseguiu os crist�os. Em 313 visitou Constantino em Milano, ap�s a vit�ria deste �ltimo sobre Maj�ncio e casou com Const�ncia irm� de Constantino. Ap�s esta visita parece que houve entre os dois c�sares um acordo de n�o perseguir os crist�os. Em abril desse mesmo ano Lic�nio come�a a luta contra Maximino, que termina com a derrota deste e seu suic�dio. Terminava assim a persegui��o contra os crist�os em todo o imp�rio. Ao entrar Lic�nio em Nicomedia como augusto, 13 de junho de 313 fez promulgar um decreto sobre culto e respeito � Divindade: Na pr�tica reduzia-se a uma regra s�: liberdade de religi�o. Ningu�m podia ser coagido. �Era necess�rio permitir que cada um seguisse o impulso de sua consci�ncia.� Os novos augustos declaravam que �qualquer um que quizesse seguir a religi�o crist� possa faz6e-lo sem temor de ser perseguido. Os crist�os t�m plena liberdade de seguir sua religi�o.(...) Cada qual tem o direito de escolher e de seguir o culto que prefira, sem ser molestado em sua honra ou em suas convic��es. Nisso est� a tranq�ilidade de nossos tempos�. N�o houve ao que parece um decreto em Milano, mas um compromisso entre os dois Augustos, Constantino e Lic�nio, que este promulgou em Nicomedia, capital do oriente, como decreto para seus s�ditos. Em 324 Lic�nio foi derrotado por Constantino em Adrian�polis, norte de Estambul, e seis meses depois mandou mat�-lo, ficando assim Constantino dono �nico do Imp�rio at� sua morte em 337.
CONSEQU�NCIAS: Deste decreto, tomado atrav�s das decis�es de Milano, foi estabelecida a igualdade entre cristianismo e paganismo. A religi�o de Cristo foi declarada l�cita. como era a de Mitra e a dos deuses egipcios. .Por isso o paganismo demorou mais de dois s�culos em desaparecer, sendo que Juliano, o imperador ap�stata, pretendeu reviv�-lo no seu mandato(361-363). Citemos entre suas obras contra o cristianismo a inten��o de re-edificar o templo de Jerusal�m .para os judeus. Por�m um terremoto e umas misteriosas chamas acabaram com o projeto. Por�m Juliano foi morto numa batalha contra os persas. A tradi��o diz que exclamou ao ser ferido de morte: venceste Galileu,. designando nesta palavra o Cristo.
FIM DAS PERSEGI��ES
CONSTANTINO(285-337) Naceu de uma m�e, S. Helena, filha de um hospedeiro na regi�o da Dalm�cia, hoje Yugosl�via em 285. Foi educado na corte de Diocleciano em Nicomedia. Em 305, ano da ren�ncia dos dois augustos, e sob o dom�nio de Gal�rio, viaja de forma novelesca para reunir-se com seu pai, agora augusto, na Bretanha. Na fuga foi ajudado pela prometida Fausta, filha de Maximiano, que lhe entregou uma ferradura de cavalo de ouro como sinal de sorte. No caminho manda cortar o nervo dos cavalos de posta, uma vez usados, para n�o ser alcan�ado pelos emiss�rios do sogro. Ao se reunir com seu pai o encontra enfermo., quando se dispunha a castigar os PICTOS da antiga Caled�nia, hoje Esc�cia.
306. Ao morrer o pai , Const�ncio Cloro em York, � declarado augusto pelas legi�es em solo ingl�s. Sua nomea��o � aceita por Gal�rio, o augusto das prov�ncias da Asia Menor, que o reconhece s� como c�sar. Luta em Col�nia contra os reis germanos Axarico e Rag�sio que, derrotados, foram entregues �s feras.
307 Casa com Fausta, filha de Maximiano, o antigo augusto do Ocidente. Este pretende mat�-lo. Mas Fausta delata o pai ao marido e no lugar de Constantino um servo dorme sob os cobertores. Quando o assassino sai do quarto com a espada coberta de sangue gritando: Fausta, o tirano est� morto, Constantino aparece e Maximiano � encerrado numa pris�o onde pouco depois apareceu enforcado.
311 Mortos Val�rio e Gal�rio,. Lic�nio ocupa a Gr�cia e Governa o Oriente junto com Maximinino Daza O Ocidente est� sob o comando de Max�ncio (filho de Maximiano) e Constantino.
312 Na primaveira Constantino deixa o Reno, ap�s fazer uma alian�a com Lic�nio a quem promete a m�o de sua irm� Constan�a, e enfrenta na It�lia Max�ncio. Tinha 40 mil homens escassos, galos, germ�nicos e bret�os contra os 100 mil, especialmente africanos, de Max�ncio. No 27 de outubro desse ano chega �s portas de Roma ap�s ter infringido 3 derrotas consecutivas a seu inimigo no norte da It�lia. BATALHA DA PONTE MILVIO: Constantino, que tr�s anos antes afirmava haver tido uma apari��o de Apolo e que invocava o Sol Invictus, teve antes da batalha uma vis�o, vista por todo o ex�rcito. Como era costume, cada general invocou a seu deus prop�cio. Max�ncio consultou os livros sibilinos que lhe disseram que o inimigo dos romanos pereceria. Constantino invocou o Deus dos crist�os, Cristo, e, em pleno dia, pelo lado do poente viu no c�u uma cruz luminosa com estas palavras em grego touto nika com isto vence. Nessa mesma noite Cristo apareceu em sonhos e mandou que fizesse um estandarte com o sinal da cruz. Esta ins�gnia foi o Labarum, estandarte imperial em forma de cruz que os soldados de Constantino portaram desde ent�o. .Os escudos de seus soldados foram pintados com o X e P gregos entrela�ados que s�o as iniciais da palavra XPist�s, Cristo. No dia seguinte a batalha � uma derrota completa de Max�ncio que perdeu a vida na ponte de barcas, ao querer fugir da derrota. Constantino entrou triunfante em Roma.
313 De janeiro a mar�o deste ano encontra-se com Lic�nio em Milano.. Este toma como esposa a Constan�a, irm� de Constantino e entre os dois se comprometem a dar liberdade aos crist�os. Temos algumas cartas entre os dois augustos com alguns pactos e o decreto de Lic�nio, ap�s a derrota e morte de Maximino em 13 de junho deste ano, que se inicia com as palavras : Quando Constantino Augusto e eu, Lic�nio Augusto... O edito reduz tudo a uma s� regra: a liberdade de religi�o. �Queremos que, qualquer que deseje seguir a religi�o crist�, possa faz�-lo sem o temor de ser perseguido. Os crist�os tem plena liberdade de seguir sua religi�o...Cada um tem o direito de escolher e de seguir o culto que prefira sem ser molestado em sua honra ou em suas convic��es. Est� nisso a tranq�ilidade de nosso tempo�. � o que se tem chamado de EDITO DE MILANO. O Papa Milc�ades obteve da emperatriz Fausta o pal�cio de Latr�o que se transformou em Bas�lica e resid�ncia dos papas (a catedral de Roma), at� o s�culo 14. Como constru��es religiosas eram as bas�licas espa�os cobertos de tetos planos, com 3 ou 5 naves e ao redor do altar tinham o apsis (=concha) da qual se deriva o �bside, espa�o semicircular que rodeia o altar. .Junto � igreja estava o baptist�rium, ou capela batismal, a �nica coisa que se conserva do original de S.Jo�o de Latr�o, embora reformado.
314-Numa guerra contra seu cunhado Lic�nio, Constantino se apoderou da Gr�cia, Il�ria(Yugosl�via) e Maced�nia, ficando Lic�nio com a parte da �sia. Isto deu ocasi�o para que Lic�nio perseguisse o cristianismo e at� houve algumas execu��es de crist�os nos seus dom�nios.
317-O Labarum, com o monograma de Cristo, � obrigat�rio em todos os ex�rcitos e as moedas acunhadas ter�o o mesmo numa de suas faces. At� houve alguma com o s�mbolo da cruz.
324-A raiz de um incidente de fronteira,
Constantino decidiu-se a aniquilar seu cunhado e aproveitou a persegui��o
religiosa deste para se apresentar como campe�o da f�, e defensor da liberdade
de consci�ncia. Lic�nio foi derrotado perto de Adrian�polis (este de
Constantinopla) e suas 300 galeras afundadas na entrada dos Dardanelos
(B�sforo). Foi obrigado a se render. Const�ncia, a esposa que era irm� de
Constantino, obteve deste a vida de Lic�nio. Seis meses depois sob pretexto de conspira��o,
foi estrangulado por ordem de Constantino.
325-Diante da quest�o da natureza e ess�ncia do
Logos ao qual Jesus estava unido, celebrou-se em Nicea o chamado primeiro
conc�lio ecum�nico (de toda a ecumene ou do imp�rio habitado) com a presen�a de
Constantino e de 300 bispos, a maioria do Oriente, sendo que estavam como
representantes do Papa Silvestre dois presb�teros Vito e Vicente e dirigia como
presidente Osio, o bispo de C�rdova, confessor ele, do per�odo das
persegui��es.
326-Visitando Roma n�o foi bem recebido pelos cidad�os e a pedido de Fausta, sua mulher, mandou matar Crispo. o filho, acusado de querer tomar a madastra e usurpar os outros filhos. Helena, a m�e, reprochou seu filho pelo crime cometido em seu neto, o preferido. Constantino viu sua segunda esposa, Fausta, como culp�vel e mandou mat�-la no momento do banho. N�o foram estas, as �nicas viol�ncias de Constantino. Com verdadeiro desprezo da vida humana, entregou �s feras os chefes germanos derrotados, torturou at� a morte 6 mil prisioneiros suevos, e foram empregados em trabalhos for�ados 49 mil cativos godos para a constru��o de Constantinopla no lugar de Biz�ncio, cidade consagrada � Lua. Precisamente um raio de lua salvou-a de um ataque maced�nico. Os bizantinos puderam assim ver os preparativos dos assaltantes. A cidade gravou nas moedas a meia lua que os turcos conservaram como emblema ao apoderar-se dela.
330-Constantinopla. Iniciadas a obras seis anos antes no dia 11 de maio de 330 inaugurava-se a cidade, que seria a nova Roma. Ap�s as missas cantadas nas bas�licas, uma prociss�o cantando o Kyrie eleison precedia a est�tua de Constantino coberta de ouro e em cuja coroa os raios estavam formados com os pregos da santa cruz; cruz que tinha sido encontrada por Helena sua m�e, em Jerusal�m(327) como resultado de uma peregrina��o para pagar os crimes do filho( ver ano 326).
337-Morte. Dispunha-se a lutar contra o persa Sapor II; mas setiu-se enfermo. Encamado e prestes a morrer, pediu o batismo. que nesse instante supremo era garantia de absoluto perd�o para passar da terra ao c�u (cren�a no purgat�rio). Ordenou que lhe tirassem a p�rpura e o vestissem com a alba branca dos ne�fitos(rec�m batizados) e exclamou: Eis o dia pelo que tanto tempo desejava, eis a hora da salva��o de Deus esperada. Neste dia sou verdadeiramente feliz. Vejo a luz divina. Morreu como crist�o quem teve a alma como tal, mas o c�rebro de um pag�o